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A máscara da extrema-direita caiu mais uma vez, expondo as entranhas do esquema que mistura propaganda ideológica e o submundo das altas finanças. Um áudio bombástico obtido com exclusividade pelo portal Intercept Brasil revela o deputado federal e ex-secretário de Cultura do governo anterior, Mario Frias (PL-SP), agradecendo calorosamente ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pelo financiamento milionário de Dark Horse, a cinebiografia chapa-branca concebida para endeusar Jair Bolsonaro. A gravação destrói a versão oficial do parlamentar, que vinha tentando negar publicamente qualquer ligação financeira direta com o banqueiro — atualmente preso por capitanear o que investigadores apontam como a maior fraude bancária da história do país.
O áudio criminoso foi enviado no dia 11 de dezembro de 2024, poucas horas após uma reunião secreta em Brasília entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro. Na mensagem, Frias adota um tom de extrema intimidade, chama o banqueiro de "irmão" e afirma, em tom messiânico, que a produção cinematográfica vai mexer com o coração de muita gente e cumprir um papel imprescindível para o país. Logo após o envio da gravação, o banqueiro retornou o contato e ambos conversaram por telefone. Diante do flagrante, o deputado mudou de versão em poucas horas: primeiro disse que o operador financeiro não havia colocado um único centavo no filme; depois, emitiu uma nota confusa alegando "diferença de interpretação" sobre as origens formais do dinheiro para tentar esconder as tratativas secretas de R$ 134 milhões reveladas pela imprensa.
A investigação jornalística revelou que o envolvimento de Frias ultrapassava qualquer contato protocolar. Atuando como produtor-executivo e principal articulador político do projeto, ele alimentava o banqueiro com prints de conversas com o diretor norte-americano Cyrus Nowrasteh. Nos diálogos golpistas de bastidores, eles planejavam trazer astros de Hollywood, como Jim Caviezel, prometendo que o ator seria "imortalizado" ao participar da obra sobre Bolsonaro e instigando o banqueiro com mensagens entusiasmadas sobre "milagres" e a criação da "maior superprodução da história brasileira". As conversas, recheadas de jargões religiosos e ufanismo político, evidenciam como o clã utilizava o fanatismo para seduzir e amarrar interesses econômicos espúrios.
Para piorar a situação do parlamentar bolsonarista, o Intercept Brasil demonstrou que Mario Frias acionou uma rede criminosa de desinformação ligada ao PL para espalhar notícias falsas e tentar descredibilizar as reportagens que denunciavam o esquema. Sites apócrifos e páginas controladas por assessores parlamentares de deputados da extrema-direita e aliados de blogueiros investigados pelo STF foram utilizados para abafar o escândalo do "Bolsomaster". Pressionada pelas provas irrefutáveis, a defesa do deputado recuou e admitiu os contatos frequentes com o banqueiro preso, mas tentou blindá-lo com a justificativa cínica de que o entusiasmo explícito nas mensagens tratava-se apenas de uma "relação legítima" em prol da dimensão artística e cultural do projeto.
Com informações do Brasil247
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