519 visitas - Fonte: PlantaoBrasil
A faceta mais nociva da herança deixada pelo antigo regime reacionário acaba de desfechar um golpe severo contra os produtores e exportadores do país. O governo de Donald Trump utilizou formalmente os relatórios catastróficos de desmatamento acumulados durante a gestão de Jair Bolsonaro para tentar fundamentar o violento e injustificável tarifaço comercial imposto contra as mercadorias de origem brasileira. A manobra de Washington escancara como a política de devastação da floresta e de desmonte deliberado dos órgãos de fiscalização ambiental promovida pela extrema-direita serve agora de munição perfeita para o protecionismo predatório estrangeiro.
A ironia da realidade factual expõe o completo fracasso do falso patriotismo que a bancada bolsonarista tanto alardeia nas redes sociais. Enquanto o clã e os seus parlamentares reacionários viajam aos Estados Unidos para lamber as botas dos líderes conservadores locais, o governo de Washington se apropria dos próprios erros da gestão anterior para impor taxas abusivas que ameaçam o crescimento do Produto Interno Bruto nacional. Ao chancelar o ecocídio durante quatro anos, o antigo governo fascista pavimentou o caminho para que competidores internacionais construíssem barreiras alfandegárias sob o pretexto de combater a degradação florestal.
Os dados de satélite que registram a disparada nos alertas de desmatamento entre os anos de 2019 e 2022 viraram o principal argumento político dos assessores estadunidenses, ignorando de forma cínica o esforço titânico de reconstrução ambiental conduzido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde o retorno do campo progressista ao Palácio do Planalto, o Brasil reduziu drasticamente os índices de destruição na Amazônia e recuperou o protagonismo global no desenvolvimento sustentável. No entanto, o oportunismo da extrema direita estrangeira escolheu se apegar ao rastro de destruição do governo passado para blindar o próprio mercado interno.
Os EUA ignoram totalmente a informação, conforme se vê na reportagem da Revista Fórum:
"O que o relatório dos EUA omite é o que aconteceu depois. Segundo o sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento caiu 50% na Amazônia e 32% no Cerrado entre 2022 e 2025. O último resultado na Amazônia representou a quarta queda anual consecutiva, o menor nível em 11 anos e o terceiro menor desde o início do monitoramento, em 1995. O levantamento do MapBiomas, divulgado recentemente, confirmou que o desmatamento em todos os biomas brasileiros atingiu em 2025 o menor nível desde o início da série histórica da rede, em 2019. Pela primeira vez, a área total desmatada ficou abaixo de um milhão de hectares em um único ano.
A atitude submissa ddos filhos de Bolsonaro, que correram para as redes sociais para tentar culpar o atual governo progressista pelas sanções, gerou profunda indignação e repúdio. Analistas de comércio exterior apontam que as restrições são o resultado direto de anos de negligência institucional promovida pelo antigo ministro do Meio Ambiente e pelas milícias rurais que operavam sob o manto da impunidade presidencial. O episódio comprova que o bolsonarismo age como um verdadeiro vírus contra a economia brasileira, destruindo a reputação diplomática do país e deixando a conta da sua irresponsabilidade para a atual gestão sanar com diplomacia e altivez.
A COP30 está mostrando, os cientistas alertaram, mas a extrema-direita sempre rejeitou o Aquecimento Global. Trump saiu do Acordo de Paris. Ricardo Salles mandou passar a boiada nas leis ambientais. A direita tem levado cidades como Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, à devastação. pic.twitter.com/tHz5TKBSoe
— donib (@bigdonniz) November 9, 2025