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Mais uma vida inocente foi ceifada pela violência da ocupação israelense na Cisjordânia. Um bebê palestino de apenas sete meses morreu após ser atingido por disparos das Forças de Defesa de Israel (IDF) na última sexta-feira (5). Os pais da criança também ficaram feridos. A versão do exército é a de sempre: disseram que atiraram contra um veículo que "acelerava em sua direção". Horas depois, em nota oficial, a IDF teve que admitir que as vítimas "eram civis não envolvidos no incidente". E, num gesto que beira o cinismo, expressaram "profundo pesar por qualquer dano causado a indivíduos inocentes".
A versão da família, no entanto, é muito diferente. A avó do bebê contou ao Times of Israel que os pais pararam o carro ao perceberem a presença dos soldados. Mesmo assim, foram alvejados. "Uma bala atingiu meu neto, atravessou seu rosto e cruzou sua cabeça, atingindo a bochecha da mãe, onde se alojou", descreveu a avó, em relato estarrecedor. A descrição médica é brutal: um tiro que matou a criança e ainda feriu gravemente a mãe. A família estava dentro do próprio carro, parada, e virou alvo das forças de ocupação.
O caso expõe mais uma vez a rotina de violência na Cisjordânia ocupada, onde operações militares israelenses e confrontos são frequentes. Israel prometeu investigar, mas a história se repete: civis palestinos morrem, o exército "lamenta" e ninguém é punido. Enquanto isso, um bebê de 7 meses não volta mais. A comunidade internacional precisa agir. O Brasil, sob o governo Lula, tem defendido a solução de dois Estados e criticado os excessos de Israel. Mas palavras não bastam quando balas de verdade atravessam o rosto de uma criança indefesa. A luta pela vida e pela dignidade do povo palestino é urgente.
Com informações do Times of Israel
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