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A estratégia de neoindustrialização e transição energética tocada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou mais um gol de placa para a soberania econômica do país. A gigante global de veículos elétricos BYD confirmou um aporte massivo de até R$ 500 milhões para expandir a produção de baterias de alta tecnologia em solo brasileiro. A decisão histórica foi impulsionada diretamente pelo planejamento soberano do governo federal, que estruturou o primeiro leilão voltado para o armazenamento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), abrindo um mercado multibilionário e enterrando a dependência de importações tecnológicas.
O grande trunfo da gestão petista para atrair esse investimento bilionário foi a imposição de regras patrióticas e republicanas no certame, agendado para o início de dezembro. Sob as diretrizes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a primeira etapa do leilão exigirá obrigatoriamente conteúdo nacional nos projetos participantes. Em vez de permitir a farra da importação predatória, a política do governo Lula forçou a multinacional a fabricar no Brasil. O vice-presidente sênior da BYD Brasil, Alexandre Baldy, admitiu que esse modelo foi o fator determinante para a liberação do capital próprio e vai definir o tamanho final da nova estrutura industrial.
Com os cofres cheios e o projeto aprovado, a BYD abriu um prazo de 90 dias para definir a localização estratégica do novo hub tecnológico, que vai gerar pelo menos 400 empregos diretos e qualificados para a classe trabalhadora brasileira. A empresa estuda se vai ampliar a fábrica que já possui na Zona Franca de Manaus (AM) — onde já produz células de lítio-ferro-fosfato (LFP) para ônibus elétricos — ou se construirá uma nova planta do zero. A escolha vai levar em conta as bonificações de logística e os incentivos criados pelo governo federal para as áreas estratégicas mapeadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), distribuídas em estados do Nordeste e em Minas Gerais.
A ofensiva da BYD em parceria com o projeto de desenvolvimento nacional vai muito além da mobilidade urbana e promete revolucionar a infraestrutura do país. A tecnologia de ponta das baterias nacionais abastecerá sistemas de larga escala, atraindo o interesse imediato de distribuidoras de energia, além dos setores de mineração e do agronegócio. Esse novo aporte de R$ 500 milhões soma-se ao plano audacioso da montadora no Brasil, que já inclui a fábrica de carros elétricos em Camaçari (BA), a de chassis em Campinas (SP) e o recém-anunciado centro de testes automotivos de R$ 300 milhões no Rio de Janeiro, consolidando o Brasil como o grande líder da revolução industrial verde no Sul Global.
Com informações do Valor Econômico
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