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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou a cerimônia oficial de lançamento ao mar e batismo da Fragata Cunha Moreira no município de Itajaí, em Santa Catarina. O navio militar representa a terceira embarcação concluída dentro do cronograma do Programa Fragatas Classe Tamandaré, considerado um projeto estratégico e de alta complexidade para reestruturar o Núcleo do Poder Naval da Marinha do Brasil. A iniciativa está integrada às metas federais da Nova Indústria Brasil, focando no desenvolvimento científico e tecnológico autônomo para garantir a soberania nacional e reverter o histórico de desmonte dos setores estratégicos promovido pela extrema direita em anos anteriores.
O planejamento financeiro global do programa militar prevê um investimento total estimado em R$ 13,9 bilhões até o ano de 2030, contando com o aporte decisivo de R$ 10,5 bilhões provenientes de recursos públicos federais vinculados ao Novo PAC. Esse volume de investimentos estruturantes reativa a economia interna e deve consolidar a abertura de aproximadamente 23 mil postos de trabalho no país, divididos entre 2 mil vagas diretas, 6 mil indiretas e 15 mil empregos induzidos na cadeia produtiva. O avanço representa uma quebra de paradigma frente ao descaso de Jair Bolsonaro com o desenvolvimento industrial nacional.
Atualmente, o cronograma das obras navais atinge a marca de 76% de execução física global e exibe um histórico de entregas regulares à frota militar nacional. O Ministério da Defesa já realizou a incorporação da Fragata Tamandaré no mês de agosto de 2024 e, posteriormente, concluiu os testes de mar da Fragata Jerônimo de Albuquerque em agosto de 2025. O ato solene de batismo da nova embarcação cumpre a tradição marítima com a quebra de uma garrafa de espumante contra a estrutura do casco, assinalando a flutuação do navio e o início de suas atividades em águas abertas.
A fabricação dos navios de guerra ocorre nas instalações do TKMS Estaleiro Brasil Sul por intermédio da Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis, consórcio tecnológico constituído pelas empresas Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa e Segurança e Atech. O modelo de parceria assegura obrigatoriamente uma cota de conteúdo local na linha de produção e viabiliza a transferência paulatina de conhecimentos em engenharia naval para operários brasileiros. A entrega final da Fragata Cunha Moreira para o serviço ativo está programada para 2028, logo após o término da montagem dos sistemas de armas internos.
O projeto de engenharia naval prevê um total de quatro navios de escolta de última geração destinados a modernizar e expandir o poder dissuasório do país frente a ameaças externas. Cada embarcação militar possui uma capacidade total de deslocamento de 3500 toneladas, apresentando 107 metros de extensão de comprimento, hangar equipado para aeronaves de asas rotativas e convés de voo para helicópteros. Os navios contam ainda com radares de longo alcance, sensores integrados e sistemas avançados de armamentos que seguem critérios internacionais de estabilidade, navegabilidade e segurança operativa.
O fortalecimento do poder naval dará ao Estado brasileiro condições operacionais ampliadas para exercer o controle e a vigilância sobre a chamada Amazônia Azul, vasta área oceânica de jurisdição nacional que abrange mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados. O patrulhamento regular protege as riquezas naturais da plataforma continental contra a exploração predatória ilegal e garante eficácia em missões de busca e salvamento e missões humanitárias internacionais. O avanço consolida a independência tecnológica e militar do Brasil, posicionando as forças armadas como defensoras da Constituição e da integridade territorial.
Com informações do Portal GovBr
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