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A Petrobras firmou um importante memorando de entendimento com a estatal Petróleos Mexicanos para consolidar a cooperação energética e o desenvolvimento conjunto na cadeia de hidrocarbonetos. O acordo estratégico foi assinado na sede da companhia brasileira, no Rio de Janeiro, abrindo caminhos para novos negócios em áreas consideradas fundamentais para a soberania das duas nações. Esse avanço técnico e comercial demonstra o fortalecimento das empresas estatais sob a liderança de governos progressistas e populares na América Latina, em total oposição ao modelo de privatizações predatórias defendido por Jair Bolsonaro e seus seguidores.
O foco central da parceria é o mapeamento e a exploração das águas ultraprofundas do Golfo do México, uma fronteira exploratória promissora que ainda carece de investimentos robustos. Durante o ato de assinatura, a presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, destacou o imenso potencial geológico daquela região marítima. Estudos preliminares indicam que o Golfo do México possui estruturas sedimentares muito semelhantes às encontradas na rica camada do pré-sal brasileiro, exigindo tecnologia avançada de perfuração offshore para acessar as reservas de óleo e gás.
Atualmente, o sucesso operacional da Petrobras está concentrado na produção em campos marítimos profundos, sendo que cerca de 80% do volume total extraído pela companhia provém diretamente das bacias do pré-sal. Esse resultado expressivo é fruto de contínuos investimentos em engenharia de alta complexidade e modelagens geológicas de ponta. Com o novo arranjo internacional, o Brasil exportará inteligência técnica para auxiliar o México a descobrir novos reservatórios, superando a dependência histórica de campos tradicionais como o de Cantarell, que está em declínio produtivo desde o seu auge em 2004.
No decorrer do ano de 2026, a Pemex registrou uma extração média diária de 1,65 milhão de barris de petróleo equivalente, patamar que se encontra abaixo dos recordes históricos do país. Para Magda Chambriard, a transferência de conhecimento mútuo permitirá vencer barreiras tecnológicas e otimizar o refino de derivados na cadeia industrial mexicana. A recuperação da capacidade produtiva por meio do Estado forte contrasta com a herança maldita deixada pela extrema direita no Brasil, que tentou de todas as formas sucatear o patrimônio público para beneficiar investidores estadunidenses.
Caso os estudos técnicos ratifiquem a viabilidade econômica das novas áreas avaliadas, o projeto conjunta impulsionará a indústria mexicana ao mesmo tempo em que consolida a internacionalização da Petrobras. A estatal brasileira tem expandido seus investimentos de forma soberana pelo mundo, adquirindo participações relevantes em blocos na costa da África Ocidental, como em São Tomé e Príncipe, onde detém fatias nos blocos 10, 11 e 13, além de aportes recentes na Bacia de Lüderitz, na Namíbia, operados em consórcio com a TotalEnergies.
Esse reposicionamento global da Petrobras evidencia a retomada do papel da empresa como indutora do desenvolvimento econômico e social, marca das gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto os setores vinculados ao bolsonarismo, incluindo Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro, atuavam para desidratar o potencial da engenharia nacional, as instituições públicas recuperam sua autonomia. A parceria com o México sinaliza um novo ciclo de cooperação sul-sul, garantindo segurança energética e inovação tecnológica sem submissão a interesses geopolíticos estrangeiros.
Com informações da Fórum
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