482 visitas - Fonte: PlantaoBrasil
A Polícia Federal cercou ainda mais o arsenal do ex-presidente inelegível e condenado Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentar dar um golpe de Estado no Brasil. Por determinação expressa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o Exército foi obrigado a transferir seis armas registradas em nome do político de extrema direita para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A varredura de segurança, contudo, revelou o sumiço de parte do armamento, expondo novas manobras da defesa para tentar blindar o patrimônio bélico do líder golpista.
Diante do sumiço de uma das peças, a banca de advogados de Jair Bolsonaro alegou que uma espingarda Maestro Arms Company de calibre 12, recebida pelo político como presente, nunca foi retirada e segue guardada em uma empresa de artigos militares em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. O argumento capenga, contudo, não trouxe qualquer justificativa sobre o paradeiro de outra arma desaparecida: uma pistola Glock calibre 9 milímetros. No total, o arsenal pessoal do extremista conta com 11 armas registradas, um indicativo claro do fetiche armamentista que marcou todo o seu trágico governo.
A remessa de armas confiscada pelo Exército e entregue à PF inclui modelos de alto poder de destruição, como um fuzil Springfield Armory calibre 7,62 mm, uma espingarda Typhoon calibre 12, além de quatro pistolas das marcas Taurus, Arex e SIG-Sauer. Esse lote se soma a outras armas do extremista que já haviam sido recolhidas anteriormente por ordem do TCU em 2023. O descontrole sobre o arsenal é tamanho que uma de suas pistolas Glock já havia sido retida pela polícia em Brasília dentro de um veículo oficial da Presidência, sob a posse ilegal do sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, segurança do político que acabou indiciado pela Polícia Federal.
Apesar dos sumiços e das irregularidades evidentes na gestão de suas armas, o ministro Alexandre de Moraes optou por prorrogar a prisão domiciliar humanitária do golpista, seguindo o parecer técnico emitido pela Procuradoria-Geral da República, que não apontou falta grave comprovada no episódio do flagrante com o sargento. A permanência em regime domiciliar havia sido concedida em março de forma excepcional para que o condenado tratasse um quadro severo de broncopneumonia, livrando-o temporariamente das celas do regime fechado.
A punição ao líder da extrema direita, porém, ganhou novos contornos civis com a decisão de Alexandre de Moraes de mandar revogar imediatamente o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador, o CAC, de Jair Bolsonaro. O ministro fez questão de emitir uma advertência pública duríssima, deixando claro que qualquer violação das regras estabelecidas para a custódia ou o descumprimento de medidas cautelares resultará no cancelamento imediato do benefício e no retorno imediato do criminoso para a penitenciária.

Com informações do DCM
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.