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A Polícia Federal desarticulou uma estrutura criminosa voltada para a coação e constrangimento ilegal de opositores que desafiavam os interesses do mercado financeiro especulativo. As investigações miram o publicitário Thiago Miranda, apontado como o operador de um esquema de espionagem encomendado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a apuração identificou o uso de plataformas clandestinas de dados para rastrear informações pessoais e financeiras de alvos específicos, gerando um monitoramento com métodos típicos de organizações mafiosas.
O principal foco da quadrilha era paralisar fiscalizações e calar a imprensa livre que denunciava os abusos da instituição financeira. Entre os alvos espionados estavam o presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, sua esposa Camila Moretti Maluhy, e a jornalista Malu Gaspar, colunista de O Globo. De acordo com os diálogos interceptados em fevereiro de 2025, o grupo agia nos bastidores para criar dossiês e relatórios de execução fiscal contra o executivo bancário, no momento exato em que o Itaú cobrava do Banco Central uma auditoria rigorosa sobre as operações de Vorcaro, antes do anúncio da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília.
As buscas realizadas na Agência Mithi, empresa pertencente a Miranda, resultaram na apreensão de documentos timbrados contendo informações altamente confidenciais sobre a família do presidente do Itaú. Em conversas explícitas, Vorcaro cobrava agilidade no levantamento alegando que o banqueiro concorrente estava causando problemas aos seus negócios. O publicitário operava como o braço executor da espionagem, coordenando uma equipe dedicada a vasculhar processos antigos e a rotina privada das vítimas para articular a posterior difusão dos dados sigilosos por meio de canais terceirizados.
A Polícia Federal apontou que o grupo utilizava recursos oriundos de fraudes financeiras do próprio Banco Master para financiar campanhas de desinformação em massa e tentar manipular a opinião pública. O relatório da corporação detalha que o plano consistia em blindar o núcleo dirigente da organização criminosa através da intimidação sistemática de concorrentes e de pessoas ligadas à presidência do Banco Central. Diante da gravidade, os envolvidos devem responder pelo crime de invasão de dispositivo informático e obstrução, devido ao abuso cometido ao devassar a privacidade familiar das vítimas.
A reação violenta do ex-banqueiro intensificou-se após publicações jornalísticas exporem a profunda crise financeira que assolava a instituição. Mensagens de março e abril de 2025 comprovam a ordem de Vorcaro para conter o trabalho dos repórteres, com o publicitário chegando a simular ofertas de contratação fraudulenta para subornar Malu Gaspar e Lauro Jardim. A periculosidade do esquema atingiu o ápice com a descoberta de indícios de que o ex-controlador planejava forjar um assalto violento contra o jornalista Lauro Jardim, o que motivou o decreto de uma nova ordem de prisão expedida pelo STF.
Com informações do Basil 247
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