Economista Elias Jabbour aponta Flávio Bolsonaro como maior ameaça neocolonial da história do Brasil

Portal Plantão Brasil
9/7/2026 13:43

Economista Elias Jabbour aponta Flávio Bolsonaro como maior ameaça neocolonial da história do Brasil

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O economista, professor e pré-candidato a deputado federal pelo PCdoB do Rio de Janeiro, Elias Jabbour, afirmou categoricamente que a eleição presidencial de 2026 terá como eixo central a defesa inegociável da soberania nacional. Em uma entrevista contundente concedida à TV 247, Jabbour alertou que o Brasil está inserido no epicentro de uma complexa disputa geopolítica global, na qual o imperialismo dos Estados Unidos tenta freneticamente conter o avanço econômico da China e a consolidação dos BRICS. Nesse cenário de pressões internacionais, o território brasileiro converteu-se em um alvo estratégico cobiçado pelas potências ocidentais que buscam desestabilizar governos soberanos.

Durante o debate conduzido pelos jornalistas Leonardo Attuch e Andreia Sadi, o economista teceu profundos elogios à condução diplomática do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando que o atual mandatário está dando um verdadeiro show de dignidade e altivez histórica. Jabbour ressaltou que a estratégia de Lula consiste em preservar firmemente a autonomia nacional, sem ceder a pressões externas e sem arrastar o país para a escalada de confrontos militares promovida por Washington. Ele enfatizou que o governo popular não abriu mão de ferramentas de soberania financeira, como o Pix, e que a própria postura física de Lula diante de Donald Trump já escancara quem realmente defende os interesses do povo brasileiro.

O ponto mais avassalador da análise de Elias Jabbour ocorreu ao desmascarar a atuação internacional do senador Flávio Bolsonaro, herdeiro político da facção extremista que governou o país. Para o professor, a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro representa uma perigosíssima ameaça neocolonial e um ataque direto ao projeto civilizatório brasileiro, configurando uma postura entreguista inédita na história política nacional. O economista relembrou discursos em que o senador defendeu abertamente a submissão comercial aos interesses estadunidenses em detrimento das parcerias estratégicas com os BRICS, demonstrando um alinhamento vergonhoso e explícito aos ditames de Washington.

Jabbour alertou que o clã bolsonarista atua como uma correia de transmissão de projetos internacionais que visam o desaparecimento e a desestruturação de nações soberanas, destino que a extrema direita tenta impor ao Brasil por meio da destruição do patrimônio coletivo. Ele exortou as forças progressistas e patrióticas a não caírem na armadilha de confinar o debate eleitoral de 2026 ao campo das pautas de costumes, definindo que o verdadeiro campo de batalha será a oposição entre quem defende a soberania nacional — bloco composto por PT, PCdoB, PSOL, PDT, PSB e o governo Lula — e quem defende a total colonização do país, representada pela agenda antipatriótica de Flávio Bolsonaro.

Na leitura geopolítica de Elias Jabbour, a atual guerra no Oriente Médio, encabeçada pelas agressões de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, funciona como uma cortina de fumaça que visa atingir indiretamente a infraestrutura logística e as cadeias de comércio da China e dos BRICS. O professor revelou que a China exerce um papel de protagonismo silencioso e decisivo na região, amparada por um acordo histórico de investimentos de US$ 400 bilhões com Teerã, fornecendo a base tecnológica essencial para a defesa do país persa. Ele apontou que os estadunidenses perderam a capacidade de oferecer investimentos produtivos reais e mercados competitivos para a América Latina, restando-lhes apenas a estratégia da intimidação militar.

Como alternativa de futuro, o pré-candidato defendeu um projeto nacional focado na reindustrialização urgente do país, com foco na geração de até 12 milhões de empregos industriais qualificados nos próximos dez anos e na diferenciação clara entre o capital nacional e o estrangeiro. Elias Jabbour relatou que sua pré-campanha dialoga diretamente com jovens das escolas públicas que manifestam medo do desemprego, e defendeu que o pós-Lula exige a consolidação de uma esquerda assumidamente nacionalista, desenvolvimentista e antineoliberal. Para ele, resgatar a capacidade industrial e combater a agenda entreguista da extrema direita é a única saída viável para garantir dignidade e impedir que o Brasil seja reduzido novamente ao status de colônia submissa.

Com informações do Brasil 247

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