O elo miliciano: Prisão de Canella com arma de guerra expõe as conexões perigosas da família Bolsonaro

Portal Plantão Brasil
8/7/2026 19:01

O elo miliciano: Prisão de Canella com arma de guerra expõe as conexões perigosas da família Bolsonaro

0 0 0 0

460 visitas - Fonte: PlantãoBrasil

A máscara de retidão moral e o discurso punitivista ostentados pela extrema direita brasileira sofreram um colapso definitivo com a avalanche de investigações policiais que asfixia a família de Jair Bolsonaro. O capítulo mais recente dessa crônica de escândalos policiais ocorreu no Rio de Janeiro, onde a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro, viu seu nome tragado para o epicentro da contravenção e do crime organizado fluminense, desmascarando a narrativa purista que o grupo tenta vender nas redes sociais.





Rogéria Bolsonaro havia sido escalada oficialmente como a primeira suplente na chapa de Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e a principal aposta eleitoral do bolsonarismo para o Senado Federal. A aliança desmoronou quando a Polícia Federal deflagrou a 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavar R$ 7,6 bilhões por meio de redes de postos de combustíveis ligadas às milícias. Durante a ofensiva, os agentes federais prenderam Márcio Canella em flagrante ao localizarem um fuzil de guerra calibre .556 escondido no banco de trás de seu veículo, arrastando a matriarca do clã para o centro das páginas policiais.





A contradição é crônica: enquanto a dinastia de extrema direita ataca as instituições e acusa adversários com discursos inflamados, cada um de seus integrantes — do patriarca aos filhos, passando por ex-esposas e pela ex-primeira-dama — encontra-se profundamente enrolado em inquéritos por desvio de dinheiro público, fraudes e lavagem de dinheiro.





O Raio-X das Investigações contra a Família Bolsonaro





Jair Bolsonaro: Tentativa de Golpe de Estado e Corrupção


O ex-presidente Jair Bolsonaro lidera o volume de frentes jurídicas abertas no Supremo Tribunal Federal, acumulando indiciamentos graves da Polícia Federal:





-Abolição Violenta da Democracia: Indiciado por articular, junto a generais e ex-ministros, uma estratégia golpista para invalidar as eleições de 2022, culminando nos atos terroristas de 8 de janeiro.





-Escândalo das Joias Sauditas: Indiciado por peculato (desvio de bem público), lavagem de dinheiro e associação criminosa por se apropriar de conjuntos de joias de luxo dados pelo regime da Arábia Saudita, utilizando canais clandestinos para tentar comercializá-los ilegalmente nos EUA.





-Fraude em Cartões de Vacina: Indiciado por ordenar a inserção de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde para emitir certificados de imunização contra a Covid-19 para si e seus familiares.





Flávio Bolsonaro: O Pioneiro das Rachadinhas e os R$ 61 Milhões nos EUA





O filho 01 inaugurou a era dos escândalos financeiros da família através da Operação Furna da Onça. O Ministério Público do Rio de Janeiro o denunciou por liderar uma organização criminosa em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj):





-O Operador Queiroz: Fabrício Queiroz, amigo íntimo da família, gerenciava o confisco de salários de assessores fantasmas. O dinheiro era lavado em uma franquia de chocolates e em transações imobiliárias suspeitas com dinheiro vivo na Zona Sul do Rio.





-Elo com o Escritório do Crime: Flávio empregou a mãe e a ex-esposa do miliciano Adriano da Nóbrega, chefe de uma das milícias mais violentas do estado, usando as contas bancárias das familiares para o repasse da rachadinha.





-O Caso Dark Horse: Recentemente, a PF passou a rastrear o envio de R$ 61 milhões enviados por Flávio para os EUA, repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro (ex-dono do Banco Master). Sob o pretexto de financiar um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, os investigadores suspeitam de compra de influência e desvio de finalidade para financiar a estrutura política de Eduardo Bolsonaro no Texas.





Carlos Bolsonaro: Abin Paralela e Espionagem Clandestina





Apontado como o chefe da máquina de propaganda e desinformação digital do clã, o vereador carioca Carlos Bolsonaro, o 02, foi indiciado pela Polícia Federal no escândalo da "Abin Paralela". A investigação demonstrou que ele era um dos principais beneficiários de uma estrutura de inteligência clandestina montada na Agência Brasileira de Inteligência para monitorar ilegalmente, via softwares de geolocalização, os passos de adversários políticos, jornalistas e ministros do STF. Ele também é investigado pelo MP-RJ por replicar a prática de rachadinha em seu gabinete municipal.





Eduardo Bolsonaro: Obstrução e Fuga para os Estados Unidos





O deputado federal Eduardo Bolsonaro tornou-se alvo prioritário da Procuradoria-Geral da República. Investigado por coação no curso do processo, obstrução de investigação e envolvimento em atos antidemocráticos por seus discursos extremistas, o parlamentar anunciou uma licença e deixou temporariamente o país rumo aos EUA sob a alegação de sofrer "perseguição política", sendo duramente criticado pelo abandono do mandato.





Jair Renan: Estelionato e Laranjas na Mansão de Brasília





O filho 04, eleito vereador em Balneário Camboriú, foi indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal por falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Ele e seu instrutor de tiro forjaram relatórios de faturamento de sua empresa de eventos para obter empréstimos bancários fraudulentos de mais de R$ 500 mil para pagar despesas pessoais. Além disso, o Coaf desmascarou a ocupação de uma mansão de R$ 3 milhões no Lago Sul, em Brasília, registrada em nome de um "laranja" ligado à sua mãe, Ana Cristina Valle.





Michelle Bolsonaro: Cheques de Operador e Desvio de Joias





A ex-primeira-dama está diretamente implicada no escândalo do descaminho e ocultação de joias preciosas desviadas do acervo público da Presidência da República. No entanto, seu envolvimento com movimentações financeiras suspeitas é anterior: as quebras de sigilo bancário revelaram que Fabrício Queiroz e sua esposa depositaram 21 cheques na conta pessoal de Michelle, totalizando R$ 89 mil, sob a justificativa nunca comprovada de quitação de um empréstimo informal.





Letícia Firmo: Fisiologismo e Escândalo do Pix





A filha mais velha de Michelle Bolsonaro enfrentou forte indignação pública ao se envolver em polêmicas digitais sobre a falta de prestação de contas de Pix de doações que deveriam ir para as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. No campo do fisiologismo e do apadrinhamento político, Letícia virou vidraça ao ser nomeada para um cargo de confiança com alto salário (Secretária de Articulação Nacional) no governo de Santa Catarina, comandado pelo aliado Jorginho Mello, logo após o clã transferir seu reduto político para o Sul.





O Diagnóstico Institucional: O histórico familiar desmente, de forma inequívoca, a narrativa purista do grupo. Atrás da cortina dos discursos moralistas de extrema direita, repousa um robusto arquivo de investigações criminais que conectam o clã diretamente ao submundo do crime organizado.





Com informações da Fórum





Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net



APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!

Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.



O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.


Últimas notícias

Notícias do Flamengo Notícias do Corinthians