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O cenário internacional volta a sofrer com a instabilidade provocada pela política externa agressiva de Washington. Sob o comando de Donald Trump, os Estados Unidos desfecharam uma série de bombardeios massivos contra o sul do Irã, atingindo violentamente infraestruturas estratégicas e cidades litorâneas. A ofensiva imperialista estadunidense quebrou de forma unilateral o cessar-fogo que estava em vigor desde abril, gerando forte repúdio global e empurrando o Oriente Médio de volta para a iminência de uma guerra aberta.
A violência promovida por Donald Trump castigou pelo menos três cidades do território iraniano durante o período noturno, com foco em torres de telecomunicações e estruturas de defesa. A ilha de Qeshm foi castigada com impactos em sete pontos diferentes. Em Sirik, localidade situada estrategicamente diante do Estreito de Ormuz, foram contabilizados seis bombardeios, enquanto a cidade portuária de Bandar Abbas registrou outras dez explosões provocadas pelas forças do governo estadunidense.
Como justificativa para o massacre, a administração de Donald Trump alegou que agiu em retaliação a supostos ataques contra três embarcações comerciais na região litorânea. Essa desculpa serviu de pano de fundo para que a Casa Branca também revogasse as medidas que autorizavam a comercialização aberta do petróleo produzido pelos iranianos no mercado externo. Diante da provocação armada, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, condenou as manobras e declarou formalmente que os bombardeios configuram graves infrações ao acordo bilateral estabelecido anteriormente.
A resposta militar de Teerã veio logo em seguida por meio do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. O comando militar anunciou uma contraofensiva de retaliação que atingiu 85 instalações militares controladas pelo exército estadunidense instaladas no Golfo. As investidas das forças iranianas miraram bases de alta relevância logística na região, incluindo o quartel-general da Quinta Frota dos Estados Unidos localizado no Bahrein, no porto de Salman, e a base aérea de Ali Al Salem, situada em território do Kuwait.
As forças do Irã também declararam ter realizado a derrubada de um drone militar estadunidense do modelo MQ-9 que sobrevoava a porção sul do país. Devido aos ataques cruzados e à retaliação massiva promovida contra as tropas de Donald Trump, sirenes de emergência para bombardeios aéreos foram acionadas no Kuwait e no Bahrein, espalhando pânico na população local e inflamando os riscos de uma crise energética sem precedentes em escala global.
Toda essa crise provocada pelo belicismo de Donald Trump traz à tona o fantasma da destruição humanitária e econômica que os defensores da extrema direita costumam aplaudir. A instabilidade no Estreito de Ormuz, que serve de escoamento para boa parte do petróleo e gás consumidos no mundo, ameaça enterrar os canais diplomáticos e desestabilizar a economia popular global devido ao encarecimento dos combustíveis. O recrudescimento da violência escancara o esgotamento de táticas coloniais de coerção financeira e agressão armada em pleno ano de 2026.
Com informações do Brasil 247
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