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A Polícia Federal (PF) deu um passo decisivo para desmilitarizar as redes de intrigas e vazamentos criminosos que operam nos bastidores do Poder Legislativo. Em relatório técnico contundente, a corporação concluiu que o vazamento das conversas de caráter íntimo e sigiloso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — figura central de recentes escândalos financeiros e umbilicalmente ligada a expoentes da extrema-direita, como o senador Flávio Bolsonaro — e sua então namorada, Martha Graeff, teve origem direta no Congresso Nacional. A PF cravou, com "elevado grau de certeza técnica", que o material protegido foi extraído ilegalmente dos arquivos confidenciais disponibilizados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Diante da gravidade da violação institucional, que expõe a fragilidade do trato de documentos secretos por certas alas parlamentares, a Polícia Federal prepara uma ofensiva para individualizar a autoria do crime. A corporação deve solicitar formalmente ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o acesso irrestrito às imagens do circuito interno de segurança do Congresso Nacional. Mais do que isso, a PF quer fazer uma varredura completa nos registros eletrônicos de entrada e saída da sala-cofre, o ambiente de segurança máxima onde as mídias e documentos sigilosos da comissão ficavam armazenados.
O caso gerou um curto-circuito de alta voltagem nos corredores do STF. A abertura do inquérito por determinação de André Mendonça para blindar o ex-banqueiro passou a ser alvo de pesadas críticas internas na Suprema Corte, lideradas pelo decano Gilmar Mendes, incomodado com a repercussão política e o uso de investigações para blindagem de interesses privados de figuras ligadas ao Banco Master. Como o conteúdo reservado foi manuseado por um amplo consórcio de parlamentares de oposição e seus respectivos assessores, a devassa nas câmeras e nos registros biométricos da sala-cofre surge como a única via técnica para desmascarar o agente infiltrado que utilizou a estrutura do Estado para promover a difusão criminosa de dados privados.
Com informações do CNN
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