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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma demonstração contundente de soberania nacional ao determinar que o etanol brasileiro seja totalmente excluído das negociações comerciais bilaterais com os Estados Unidos. A firmeza da gestão federal foi reafirmada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que classificou como inegociável qualquer concessão que prejudique a cadeia produtiva nacional antes da decisão do governo de Donald Trump sobre a imposição de novas tarifas. O Palácio do Planalto estabeleceu que o biocombustível só entrará em debate se a Casa Branca aceitar discutir a severa sobretaxa e as barreiras protecionistas que os estadunidenses impõem historicamente contra o açúcar exportado pelo Brasil.
A postura firme do governo federal visa impedir o colapso do setor sucroenergético, com um foco muito claro na proteção social e econômica da região Nordeste, onde a produção de etanol desempenha um papel vital na geração de emprego e renda para milhares de trabalhadores. De acordo com o ministério, abrir o mercado interno de forma unilateral para o produto norte-americano, que já conta com forte subsídio na origem, colocaria em grave risco a sobrevivência da indústria nordestina. Atualmente, o Brasil aplica uma alíquota justa de 18% sobre o etanol importado dos Estados Unidos para equilibrar a concorrência, enquanto os produtores brasileiros enfrentam restrições desleais e severas barreiras tarifárias ao tentar acessar o mercado norte-americano.
O debate técnico ganhou contornos de forte embate político após a atuação polêmica do senador Flávio Bolsonaro, que viajou aos Estados Unidos para defender abertamente os interesses de Washington, sugerindo uma paridade que resultaria em tarifa zerada para o etanol estadunidense no Brasil. Sem citar nominalmente o parlamentar da extrema-direita, o ministro Márcio Elias Rosa lamentou publicamente que existam figuras públicas brasileiras dispostas a fazer lobby pela abertura irresponsável do mercado nacional, o que destruiria postos de trabalho estratégicos no país. O chefe da pasta preferiu ignorar as provocações do clã bolsonarista e garantiu que a prioridade absoluta da equipe econômica do presidente Lula é focar no curto prazo para garantir um resultado que seja verdadeiramente soberano e positivo para o povo brasileiro.
Com informações do g1
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