Operação Unha e Carne sufoca esquema de sete bilhões em postos e prende candidato de Flávio Bolsonaro

Portal Plantão Brasil
7/7/2026 19:24

Operação Unha e Carne sufoca esquema de sete bilhões em postos e prende candidato de Flávio Bolsonaro

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O colapso moral e jurídico da extrema direita fluminense atingiu o ponto de não retorno com os desdobramentos avassaladores da Operação Unha e Carne. O que a imprensa progressista e democrática denunciava há anos como uma simbiose obscena entre o colarinho branco, a contravenção e as milícias agora está materializado em inquéritos da Polícia Federal, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal. A farsa do discurso moralista do clã Bolsonaro desmoronou por completo com a revelação de uma engrenagem industrial de lavagem de dinheiro que movimentou a assustadora cifra de mais de 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O terremoto político invadiu diretamente o comitê eleitoral do bolsonarismo para as eleições de 2026 com a prisão em flagrante de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil no estado. Canella, que vinha sendo blindado e incensado pelo senador Flávio Bolsonaro como o seu candidato oficial ao Senado, foi capturado pelos agentes federais portando um fuzil calibre 5,56 de uso restrito em seu automóvel. Apontado pela corporação como um dos principais braços políticos da organização criminosa, o ex-prefeito carrega um histórico sombrio na Baixada Fluminense, região onde chegou a nomear dois milicianos condenados como secretários municipais, evidenciando o DNA criminoso de suas alianças.

As investigações da Força-Tarefa Missão Redentor II revelam que o rastro de corrupção começou a ser desfeito a partir da Operação Zargun, que desmascarou o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias. O suplente utilizava seu mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para atuar como linha de frente do Comando Vermelho, gerenciando a blindagem de criminosos e intermediando a compra de armamentos pesados vindos do Paraguai e sistemas anti-drone da China. O elo político com a quadrilha ficou explícito quando o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, aliado de primeira hora de Jair Bolsonaro, foi flagrado em escutas telefônicas vazando a operação para TH Joias e orientando-o a sumir com as provas, chegando ao cúmulo de mandar o comparsa esvaziar a mansão usando um caminhão-baú.

A podridão do esquema institucionalizado envolveu o topo do Judiciário e do Legislativo fluminense, gerando prisões em série que a extrema direita tentou barrar na marra. O desembargador Macário Judice Neto, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, foi preso na segunda fase da operação após a PF descobrir que ele estava fisicamente ao lado de Bacellar no momento do vazamento das informações sigilosas. Embora a bancada bolsonarista na Alerj tenha votado em peso para livrar Bacellar da cadeia em uma vergonhosa manobra corporativa, o ministro Alexandre de Moraes restabeleceu a ordem jurídica e determinou a nova prisão do deputado, que hoje é apontado nos relatórios oficiais da Polícia Federal como uma das principais lideranças do núcleo político do Comando Vermelho.

A capilaridade do crime organizado expandiu-se para o desvio de verbas da Educação pública e para o financiamento ilegal de campanhas majoritárias no estado. Na quarta fase da operação, o deputado estadual Thiago Rangel foi preso e mantido em cárcere pelo STF após ser flagrado chantageando diretores de escolas para liberar recursos de contratos fraudados. O cerco financeiro se fechou de vez contra o grupo político do clã quando a quinta fase da Unha e Carne prendeu o pastor bolsonarista Márcio Poncio, o filho do ex-governador Marco Antônio Cabral e o bicheiro Adilsinho, resultando na apreensão de documentos que ligam o governador Cláudio Castro ao recebimento de uma doação oculta e ilegal de 3,2 milhões de reais em sua campanha de 2022.

A sexta fase da operação asfixiou o patrimônio da quadrilha com o confisco de fuzis e mais de dez carros de alto padrão, incluindo modelos BMW e uma Mercedes-Benz de 1,5 milhão de reais, além de colocar sob investigação o ex-secretário estadual de Polícia Civil, Marcus Amim. Embora a máquina de propaganda tente censurar a divulgação do caso, a linha histórica que une o bolsonarismo ao crime — desde o miliciano Adriano da Nóbrega até os atuais operadores da Alerj — está documentada em fotos e registros de eventos públicos. Com a apreensão dos telefones de Cláudio Castro e o pânico de uma iminente delação premiada de Rodrigo Bacellar, a Polícia Federal avança firmemente para transformar o rastro de bilhões lavados em postos de gasolina na ruína eleitoral definitiva de Flávio Bolsonaro.

Com informações da Fórum




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