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A máquina de desinformação da extrema direita brasileira sofreu um desmonte categórico após uma investigação minuciosa da Polícia Federal desmascarar a hipocrisia de seus principais discursos. Enquanto o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro e seus seguidores faziam campanha aberta contra as instituições nacionais, tentando boicotar o Pix e promovendo o sistema de pagamentos privado estadunidense Zelle como a salvação econômica do mercado, a corporação descobriu que o aplicativo estadunidense vinha sendo amplamente utilizado pelo crime organizado. De acordo com os investigadores, uma rede financeira ligada ao empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada utilizava a ferramenta operada por bancos privados dos Estados Unidos para a evasão de divisas e lavagem de bilhões de reais em prol da facção Primeiro Comando da Capital.
O inquérito detalha de forma irrefutável como a organização criminosa aproveitava a falta de regulação estatal centralizada do Zelle — sistema controlado de forma privada por instituições como o Wells Fargo, o Bank of America e o JPMorgan Chase — para transacionar lucros bilionários obtidos de atividades ilícitas. A fraude vem à tona no exato momento em que o governo de Donald Trump utiliza de retórica hostil contra o Brasil, sob a alegação falaciosa de que o Pix oferece riscos ao mercado internacional e ameaçando retaliar a economia brasileira com tarifas arbitrárias. A PF provou justamente o oposto: são os canais de transação estadunidenses que servem de rota livre para mascarar a circulação de capital sujo do narcotráfico.
Os agentes federais interceptaram mensagens comprometedoras trocadas por Leandro Proença, operador logístico do esquema e parceiro direto de Victor Shimada. Nas conversas capturadas com autorização judicial, o criminoso dava ordens explícitas para mandar recursos "lá fora" usando o Wells Fargo, anexando em seguida os dados de uma conta no Zelle cadastrada sob o correio eletrônico do empresário Ivan Moreira Brasil, sócio da Ibra Administração e Representação Ltda. As investigações deixam claro que a quadrilha pulverizava o capital de forma internacional utilizando a plataforma privada estadunidense para ocultar a verdadeira origem de remessas que eram movimentadas em contas secretas no exterior e convertidas de forma ilegal em criptoativos.
O Zelle também servia de ferramenta imediata para o financiamento direto do tráfico de entorpecentes de larga escala, conectando criminosos de forma transnacional. Outro parceiro de Shimada, identificado como Ygor Fokin Saviolli, foi flagrado pelas autoridades movimentando milhares de dólares por meio da plataforma para o pagamento de fornecedores internacionais de entorpecentes. Em uma das transações bancárias rastreadas no inquérito, Saviolli realizou um depósito expresso no valor exato de 10.002 dólares americanos direcionado a uma conta fantasma do Bank of America registrada fraudulentamente em nome de um terceiro, servindo como pagamento por remessas de entorpecentes.
A gravidade do esquema forçou o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos a emitir sanções financeiras pesadas contra Victor Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira — responsável por recolher vultosos montantes em dinheiro vivo — e as empresas utilizadas pela rede de lavagem, como a Victory Trading, Pixwave, Wave Construções e a firma portuguesa Avenidas Flutuantes. O decreto impõe o congelamento total de bens e proíbe qualquer transação com entes estadunidenses. O nome de Shimada já figurava nas páginas policiais desde janeiro de 2025, quando foi detido pela Polícia Federal por lavar dinheiro roubado de um clube de futebol brasileiro, o Corinthians, em um esquema criminoso de patrocínio com a casa de apostas Vai de Bet, envolvendo o repasse de 200 mil reais a laranjas.
Em manifestações enviadas à imprensa, a equipe jurídica que atua na defesa de Victor Shimada declarou que o empresário nega de forma veemente qualquer tipo de associação com as atividades das facções criminosas ou com a prática de ocultação de bens, alegando que ainda aguarda o acesso formal às peças que embasaram as restrições internacionais emitidas por Washington. O caso enterra definitivamente a falácia propagada pela família de Jair Bolsonaro e sua prole de que as plataformas americanas seriam imunes à criminalidade, provando a robustez dos sistemas nacionais de monitoramento financeiro contra os ataques da extrema direita.
Com informações do Brasil 247
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