Lindbergh Farias pede investigação no STF sobre dinheiro do filme de Jair Bolsonaro ligado ao PCC

Portal Plantão Brasil
8/7/2026 15:39

Lindbergh Farias pede investigação no STF sobre dinheiro do filme de Jair Bolsonaro ligado ao PCC

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A promíscua relação entre a extrema direita e o crime organizado ganhou um novo e estarrecedor capítulo no ano de 2026. O combativo deputado federal Lindbergh Farias acionou formalmente o Supremo Tribunal Federal para exigir a abertura de uma investigação aprofundada sobre as conexões financeiras que sustentam a produção do filme Dark Horse, uma peça de propaganda que tenta romantizar a trajetória do extremista Jair Bolsonaro. O parlamentar apresentou indícios contundentes que apontam para uma triangulação de recursos envolvendo uma empresa suspeita de financiar a obra audiovisual e uma firma de fachada utilizada pelo Primeiro Comando da Capital para branquear dinheiro oriundo do narcotráfico.

A denúncia apresentada ao STF baseia-se em relatórios policiais que rastrearam uma movimentação altamente suspeita de R$ 26 milhões efetuada pela Entre Investimentos — empresa investigada por bancar o longa-metragem sobre o ex-presidente — para as contas da ACX ITC Tecnologia. Esta última companhia foi incluída em uma apuração do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos da Polícia Civil de São Paulo por integrar ativamente a rede de lavagem de capitais da facção criminosa. Para camuflar o esquema, a ACX ITC Tecnologia foi registrada em nome de um vendedor de pipas e rabiolas, um "laranja" que confessou ter recebido a quantia de R$ 5 mil para ceder seus dados pessoais aos criminosos.

O rastro financeiro milionário foi originalmente descoberto pela polícia paulista durante a Operação Saturno. Devido à gravidade das conexões, essa investigação estadual será incorporada à Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para apurar fraudes e crimes fiscais relacionados ao Banco Master. O ponto de convergência entre as investigações é a Entre Investimentos, suspeita de ser utilizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro como duto financeiro para viabilizar a obra cinematográfica. Os recursos para a produção em si não transitaram pela conta ligada ao PCC, tendo como destino o Havengate Development Fund LP, um fundo sediado no Texas e administrado por aliados íntimos do deputado Eduardo Bolsonaro.

Fiel aos métodos de aparelhamento e sabotagem nacional promovidos pelo clã, o senador Flávio Bolsonaro atuou diretamente nos bastidores. Conforme as investigações, o parlamentar fluminense negociou pessoalmente com o banqueiro Daniel Vorcaro a captação e o direcionamento dos recursos para a propaganda de seu pai. Diante do emaranhado de transações escusas envolvendo os filhos de Jair Bolsonaro, como Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, o deputado Lindbergh Farias solicitou que o STF ordene ao Coaf, ao Banco Central, à Receita Federal e à Polícia Federal uma devassa fiscal completa em todos os envolvidos, incluindo Antônio Carlos Freixo Júnior e as empresas do projeto cinematográfico.

O pedido do parlamentar petista exige que o levantamento dos dados fiscais e bancários seja compartilhado com a Procuradoria-Geral da República e com a Polícia Federal para acelerar os inquéritos criminais. Enquanto o governo federal do presidente Lula investe inteligência e recursos para asfixiar as finanças das grandes facções do país, a oposição de extrema direita mergulha em escândalos de financiamento internacional opaco e proximidade com operadores do crime. Procurados repetidas vezes para prestar esclarecimentos, o gabinete do senador Flávio Bolsonaro, os representantes das empresas Entre Investimentos e ACX ITC, bem como a banca de defesa do controlador do Banco Master, preferiram manter silêncio absoluto.

O avanço das investigações coloca o bolsonarismo contra a parede e desmascara o falso discurso de legalidade inflado por seus seguidores nas redes sociais. A união de esforços entre a Polícia Federal revigorada e o Ministério da Justiça demonstra que o Estado brasileiro não tolerará a blindagem de políticos envolvidos em transações financeiras obscuras. O destino dos dados coletados poderá selar a responsabilização jurídica do clã e de seus financiadores, evidenciando que a máquina de propaganda da extrema direita operava na mesma órbita financeira de esquemas criminosos que assolam a segurança do país.

Com informações do DCM

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