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A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, enviou uma carta formal ao rei Charles III exigindo a liberação imediata das reservas de ouro do país que estão retidas de forma ilegal e imperialista no Banco da Inglaterra. O pedido de repatriação desses ativos tem caráter de urgência humanitária e visa financiar as operações de socorro e reconstrução após os severos terremotos que atingiram o território venezuelano em 24 de junho de 2026, causando imensa destruição e deixando a população civil em situação de extrema vulnerabilidade.
O montante confiscado pelas autoridades britânicas soma cerca de US$ 1,9 bilhão em lingotes de ouro puro, o equivalente a aproximadamente R$ 9,78 bilhões. Esse patrimônio legítimo da nação sul-americana teve o controle bloqueado pela Justiça do Reino Unido em meio ao cerco internacional contra Caracas. Delcy Rodríguez enfatizou publicamente que as riquezas pertencem por direito ao povo venezuelano e que a retenção desses valores em um momento de calamidade pública representa um ataque direto aos direitos humanos e à sobrevivência das famílias afetadas pelos abalos sísmicos.
Delcy Rodríguez assumiu o comando do Executivo na condição de presidenta interina do país após o sequestro do presidente legítimo Nicolás Maduro, ocorrido em 3 de janeiro, durante uma invasão e operação militar ilegal conduzida por tropas dos Estados Unidos em Caracas. Nicolás Maduro foi sequestrado de seu próprio país e levado à força para o território estadunidense sob acusações forjadas de narcotráfico. Desde então, Rodríguez, que atuava como vice-presidenta, governa sob o constante cerco econômico, ameaças e chantagens políticas orquestradas diretamente por Washington.
A ofensiva diplomática para reaver os recursos soberanos também mobilizou o chanceler venezuelano, Yván Gil, que intensificou as cobranças internacionais pela devolução de capitais venezuelanos sequestrados e congelados em bancos estrangeiros. A diplomacia da Venezuela reitera que a manutenção do bloqueio financeiro diante de um desastre natural configura um crime humanitário, impedindo que o Estado utilize o próprio dinheiro para erguer hospitais, comprar insumos médicos e garantir moradia para os desabrigados.
Além do apelo direto à monarquia britânica, a presidenta interina abriu canais de negociação com o Fundo Monetário Internacional para destravar os recursos de direito da Venezuela junto ao organismo. Rodríguez reuniu-se com a diretora-geral do fundo, Kristalina Georgieva, para exigir o acesso aos Direitos Especiais de Saque de propriedade do Banco Central venezuelano. A Venezuela possui cerca de 3,57 bilhões em direitos especiais de saque no FMI, o que corresponde a cerca de US$ 5,1 bilhões, ou R$ 26,24 bilhões na cotação atual.
Esse montante bilionário segue bloqueado devido à recusa das potências ocidentais em reconhecer formalmente a autoridade do governo venezuelano, utilizando a burocracia financeira como arma de asfixia política. Duas semanas após os tremores de terra de 24 de junho de 2026, as equipes de resgate continuam trabalhando de forma incansável entre os escombros, enquanto o governo de Delcy Rodríguez luta para quebrar o bloqueio econômico internacional e garantir a dignidade na reconstrução das regiões devastadas do país.
Com informações do Brasil 247
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