Fernando Haddad promete revisar privatizações de Tarcísio de Freitas e fazer auditoria na Sabesp

Portal Plantão Brasil
9/7/2026 11:39

Fernando Haddad promete revisar privatizações de Tarcísio de Freitas e fazer auditoria na Sabesp

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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou que fará uma revisão minuciosa e uma auditoria jurídica rigorosa em todos os contratos de concessão e privatizações entregues pela gestão de Tarcísio de Freitas, caso vença as eleições. A declaração foi feita em uma entrevista contundente à série Barão nas Eleições, organizada pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé com a participação de veículos da imprensa independente. Haddad denunciou o grave processo de deterioração e sucateamento dos serviços públicos paulistas provocados pela sanha privatista da extrema direita, que transformou direitos essenciais da população em meros ativos de mercado para enriquecer corporações.

O principal alvo das críticas foi a privatização criminosa da Sabesp, classificada por Fernando Haddad como um escândalo patrimonial conduzido de maneira totalmente inadequada pelo governo estadual. O pré-candidato denunciou que o edital da maior empresa de saneamento do mundo foi vergonhosamente alterado e direcionado ao longo do processo até que restasse apenas um único concorrente na disputa, eliminando qualquer competitividade. Ele desmistificou a falsa promessa de Tarcísio de Freitas de que a desestatização reduziria os custos para os cidadãos, apontando que a realidade cruel entregue aos paulistas foi o aumento abusivo na conta de água combinado com uma piora drástica na qualidade do serviço prestado.

Para conter a dilapidação do patrimônio público, Fernando Haddad garantiu que sua prioridade absoluta será usar o poder do Estado para analisar juridicamente cada linha dos contratos assinados pela atual administração e forçar as concessionárias a honrarem seus compromissos com o povo. O ex-ministro relembrou sua experiência vitoriosa como prefeito da capital paulista, quando revisou e barrou contratos lesivos ao interesse público — como o da empresa Controlar, de inspeção veicular — e cancelou obras eólicos superfaturadas. Ele garantiu que usará os mesmos mecanismos legais para impedir que os contratos continuem onerando as famílias trabalhadoras e esvaziando os cofres públicos.

O caos provocado pela privatização dos transportes sobre trilhos também foi duramente denunciado pelo pré-candidato, que apontou o sofrimento diário de milhões de trabalhadores com o aumento alarmante de panes e falhas no Metrô e na CPTM. Fernando Haddad lamentou a humilhação imposta ao cidadão que acorda de madrugada e se vê obrigado a caminhar entre os trilhos devido à incompetência da gestão privada. Além disso, o pré-candidato expôs a total falta de transparência em aditivos contratuais obscuros, como o da Linha 6 do Metrô, que injetou o montante injustificado de R$ 3,7 bilhões extras de dinheiro público na obra sem que o governo consiga explicar o motivo real desse gasto exorbitante.

O desmonte promovido por Tarcísio de Freitas estendeu-se de forma predatória a setores tradicionais como os serviços funerários e os parques públicos, que, segundo Fernando Haddad, perderam suas áreas de lazer e contemplação para serem transformados em shoppings a céu aberto voltados ao lucro. O pré-candidato alertou que essa política permanente de entreguismo destrói a noção de patrimônio coletivo e enfraquece o papel do Estado. Sob a atual administração, a economia paulista perdeu completamente o dinamismo histórico: enquanto o Brasil do presidente Lula cresceu acima de 2% no último período, o estado de São Paulo amargou um avanço pífio de apenas 0,5%, ficando para trás também nos índices de segurança, educação e finanças.

Fernando Haddad consolidou que sua estratégia de campanha será centralizada na comparação direta entre os excelentes resultados socioeconômicos da gestão federal do presidente Lula e o colapso administrativo promovido pela extrema direita em São Paulo. Ele defendeu que o eleitorado julgará os governantes pela realidade das entregas e que os indicadores nacionais de crescimento e inclusão vão escancarar a situação delicada e o abandono em que o estado se encontra. O debate eleitoral será pautado na urgência de recuperar a eficiência administrativa, resgatar a qualidade dos serviços públicos e devolver ao povo de São Paulo o controle sobre sua própria infraestrutura e suas riquezas.

Com informações do Brasil 247

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