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O tráfego de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz, considerado o corredor marítimo mais estratégico do mundo para o transporte de petróleo e gás, registrou uma queda drástica com apenas três navios de carga realizando a travessia ao longo do dia, estabelecendo o menor volume de circulação diária registrado desde maio. O esvaziamento da rota ocorre em um momento de forte retração do setor de navegação, com a maior parte dos navios optando por interromper o trajeto ou dar meia-volta para evitar a zona de conflito. A paralisia quase total na região é o reflexo direto de uma nova escalada de confrontos entre os Estados Unidos e o Irã, envolvendo a retomada, por parte de Washington, de um rígido bloqueio ao transporte marítimo ligado a Teerã, o que fez os preços globais da energia voltarem a subir nos mercados internacionais de forma imediata.
Dados de monitoramento naval detalham o recuo dos navios diante do perigo iminente, como o petroleiro Miraan, que transporta óleo combustível sujeito a sanções internacionais, e o Norita, forçados a ancorar no Golfo de Omã, local onde se concentra a frota de bloqueio dos Estados Unidos. A gravidade do cenário atual fica evidente quando comparada aos números históricos da região, já que, em dias precedentes, apenas uma fração ínfima diante da média histórica de 125 navios cruzava o local. Pelo segundo dia consecutivo, nenhum navio-tanque de grande porte ou cargueiro de gás natural liquefeito arriscou a travessia devido ao cerco na região, que já afeta diretamente a infraestrutura de exportação de vizinhos como o Iraque, que suspendeu brevemente seus carregamentos após ataques na área.
A postura de Teerã indica que a crise energética pode se prolongar e atingir novas proporções globais, uma vez que a Guarda Revolucionária do Irã subiu o tom das advertências ao afirmar categoricamente que nenhum petróleo ou gás será exportado pelo Estreito de Ormuz enquanto persistirem os ataques perpetrados pelas forças militares dos Estados Unidos. Além disso, fontes do setor de segurança alertaram para o risco de o conflito transbordar para outras rotas de navegação essenciais na foz do Mar Vermelho. O governo iraniano sinalizou que, caso a infraestrutura de seu país seja alvo de ataques diretos de Washington, poderá incitar forças aliadas na região a fechar o Estreito de Bab al-Mandeb, isolando completamente duas das principais artérias de escoamento energético do planeta.
Com informações do Brasil247
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