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Os preços internacionais do petróleo registram uma forte disparada superior a 4%, atingindo o maior valor em mais de um mês, puxados pela perigosa escalada de hostilidades militares diretas envolvendo as forças dos Estados Unidos e o governo do Irã no Golfo Pérsico. O mercado global de energia reagiu imediatamente à onda de ataques mútuos que ameaçam paralisar o tráfego de navios-tanque por vias logísticas cruciais. Ao final das negociações de sexta-feira, os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta expressiva, comercializados a 88,10 dólares por barril, enquanto o índice norte-americano West Texas Intermediate terminou cotado a 82,49 dólares, acumulando um salto histórico de aproximadamente 16% em apenas uma única semana de intensificação dos combates na região.
A crise geopolítica se agravou drasticamente após a quebra definitiva da trégua armada entre os dois rivais de longa data. Em uma demonstração de força, os bombardeiros norte-americanos atingiram pontes e infraestruturas aeroportuárias em solo iraniano, sendo respondidos por Teerã de forma imediata por meio de ataques com mísseis contra refinarias, usinas de energia e instalações estratégicas no Kuweit e na Síria. Como contraofensiva de resistência econômica contra o imperialismo ocidental, as autoridades iranianas pressionam o movimento houthi no Iêmen a promover o fechamento total da rota marítima do Mar Vermelho, o que paralisaria o escoamento global de mais de quatro milhões de barris diários que haviam sido redirecionados pela Arábia Saudita para fora do Estreito de Ormuz.
Analistas de mercado de combustíveis alertam que, caso novos navios cargueiros sofram danos estruturais por bombardeios nos próximos dias, os armadores internacionais simplesmente se recusarão a entrar no Golfo Pérsico por falta de segurança securitária, o que empurrará o preço do barril a patamares alarmantes e fora de controle. O cenário de beligerância global espalhou-se por outras zonas de tensão energética internacional, incluindo o registro de interceptações de mísseis no Catar e ataques coordenados por forças ucranianas contra refinarias de petróleo em território russo. A instabilidade gerada pelas incursões dos Estados Unidos escancara a fragilidade do abastecimento de energia mundial e projeta uma forte pressão inflacionária global que atinge diretamente os países em desenvolvimento.
Com informações da Reuters
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