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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo agiu rápido e solicitou uma reunião de emergência com o fundador do Instituto Conhecimento Liberta e com o setor de Recursos Humanos do grupo para exigir esclarecimentos imediatos sobre a demissão coletiva promovida no ICL Notícias. A entidade sindical busca reverter os desligamentos em massa e abrir um debate urgente sobre a precarização das condições de trabalho e o modelo de contratação adotado pela empresa, que vem sacrificando a Redação.
A entidade manifestou total solidariedade aos profissionais dispensados e disponibilizou seu departamento jurídico para garantir a defesa intransigente dos trabalhadores afetados pela ganância corporativa. O sindicato denunciou com preocupação o fato de que uma parcela expressiva dos jornalistas atuava sob o regime fraudulento de pessoa jurídica, a popular "pejotização", herdada das reformas neoliberais dos governos antipovo de Michel Temer e Jair Bolsonaro, que visavam justamente retirar direitos históricos da classe trabalhadora.
A crise na empresa, que já havia provocado a saída do diretor de jornalismo Leandro Demori, ganhou traços ainda mais revoltantes com a descoberta de que a direção do ICL distribuiu uma dinheirama de 43,6 milhões de reais em lucros para os sócios da empresa. Os documentos revelam que Eduardo Moreira embolsou sozinho cerca de 25,1 milhões de reais, enquanto Rafael Donatiello ficou com aproximadamente 16,7 milhões de reais, tudo realizado a portas fechadas nos balanços de 2024 e 2025.
Para tentar justificar o injustificável, Eduardo Moreira confessou publicamente que a manobra milionária teve caráter estritamente fiscal para fugir da nova tributação sobre dividendos e defendeu que a antecipação poupou os sócios de pagarem mais de 5 milhões de reais em impostos. A desculpa de que o caixa da empresa precisava ser esvaziado para proteger o patrimônio dos patrões não convenceu ninguém e gerou profunda revolta entre os funcionários cortados.
O escândalo da partilha milionária desmascarou completamente a narrativa oficial da direção de que os cortes drásticos no braço de jornalismo eram necessários para garantir a sustentabilidade financeira do projeto. O que se viu na prática foi uma contradição escandalosa: enquanto os donos asseguravam fortunas em suas contas bancárias individuais, o instituto iniciava uma política severa de redução de despesas, extinguindo cargos essenciais e jogando pais e mães de família no olho da rua.
Com informações do DCM
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