581 visitas - Fonte: PlantaoBrasil
A sanha reacionária e o descalabro ideológico da gestão do bolsonarista Tarcísio de Freitas no Estado de São Paulo ganharam mais um capítulo estarrecedor. Em uma reunião digital fechada realizada com dezenas de educadores e diretores de escola, a servidora Roselaine Batalha Silva, coordenadora da Unidade Regional de Ensino da Secretaria Estadual de Educação, fez apologia explícita a ditadores genocidas. Sem qualquer pudor, a funcionária do governo paulista exaltou a figura do nazista Adolf Hitler, classificando o homem responsável pelo massacre de milhões de pessoas como um exemplo de liderança a ser admirado.
A fala abjeta da representante do governo estadual chocou os cerca de 32 diretores escolares que testemunharam o encontro. Durante sua intervenção, a servidora chegou a afirmar que a obra racista "Mein Kampf", escrita por Hitler, seria uma leitura estimulante e capaz de convencer jovens nos dias de hoje, relativizando os horrores do nazismo e do fascismo. Para demonstrar o nível de ignorância que contamina os quadros do bolsonarismo, a coordenadora ainda cometeu um erro crasso ao associar o ditador português António Salazar à Espanha, confundindo-o com o tirano Francisco Franco e evidenciando o despreparo da cúpula da educação do estado.
Não satisfeita em elogiar regimes fascistas que levaram o planeta ao colapso e deixaram dezenas de milhões de mortos na Segunda Guerra Mundial, a servidora da gestão Tarcísio buscou inspiração no capitalismo mais predatório. Ela citou como modelo de gestão o executivo estadunidense Jack Welch, antigo CEO da General Electric e aliado entusiasta do extremista Donald Trump. Apelidado de "Neutron Jack" por sua política de exterminar postos de trabalho mantendo apenas a estrutura física das empresas, Welch ficou conhecido por demitir sistematicamente milhares de trabalhadores e cortar custos sem qualquer responsabilidade social.
O discurso proferido na reunião traduz a lógica crua e desumana que a extrema direita tenta impor às escolas públicas paulistas. A servidora deixou claro que rejeita justificativas sociais e exige apenas produtividade cega dos educadores, replicando o método ultraliberal de perseguição e descarte de funcionários. A postura demonstra o total desalinhamento da gestão estadual com os princípios democráticos e humanistas que deveriam reger o ambiente educacional e o acolhimento nas redes de ensino.
A conduta da funcionária reforça a política de desmonte promovida pelo governo de Tarcísio de Freitas, que prefere abrigar e respaldar figuras alinhadas ao extremismo a valorizar o magistério paulista. A presença da servidora em eventos institucionais e premiações da secretaria expõe a conivência do governo com discursos antidemocráticos que ferem a memória histórica e os direitos humanos fundamentais. O episódio indignou a comunidade escolar, que exige punição exemplar para a apologia ao nazismo em plena rede pública.
A exposição desse caso evidencia como a extrema direita utiliza os espaços institucionais para disseminar narrativas autoritárias e cultuar figuras desumanas. O silêncio e a omissão da Secretaria de Educação e do próprio governador diante desse escândalo confirmam o alinhamento ideológico com o que há de mais atrasado na política, ameaçando a formação dos estudantes e a dignidade dos profissionais da educação.
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Com informações do DCM
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