André Mendonça afirma que dois primeiros anos no STF foram de muita infelicidade

Portal Plantão Brasil
25/8/2026 11:13

André Mendonça afirma que dois primeiros anos no STF foram de muita infelicidade

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Em pronunciamento durante o encerramento do 5º Seminário Nacional da Anamel, realizado no Instituto Presbiteriano Mackenzie em São Paulo, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça defendeu que os integrantes da magistratura devem focar o serviço à sociedade e à Justiça, destacando que a profissão não deve ser vista como um caminho para o enriquecimento ou o acúmulo de patrimônio.

O integrante da Suprema Corte reconheceu que os magistrados desfrutam de patamares remuneratórios elevados e superiores à média da população, mas ponderou que a atuação no Judiciário exige a administração contínua de despesas e responsabilidades financeiras. Atualmente, o vencimento mensal de um ministro do STF corresponde ao teto constitucional do funcionalismo público, fixado em R$ 46.300.

Ao comentar os rendimentos da categoria na América do Sul, levantamentos comparativos indicam que o Brasil figura entre as nações com maior discrepância entre os ganhos dos membros da Suprema Corte e a renda média dos cidadãos. No entanto, em países como o Peru, essa proporção registra patamares ainda mais distantes, com magistrados recebendo quantias substancialmente superiores ao rendimento médio do eleitorado local.

Além do subsídio fixo previsto em lei, os integrantes do Supremo Tribunal Federal têm direito a prerrogativas legais associadas ao exercício do cargo, como o abono de permanência para aqueles que completaram os requisitos de aposentadoria voluntária e seguem em atividade, além de esquema de segurança individual em compromissos públicos e privados.

Em tom pessoal, André Mendonça fez um balanço de sua atuação no STF, revelando ter enfrentado períodos de grande infelicidade nos dois primeiros anos de mandato. O magistrado avaliou que alcançar a Suprema Corte representa o ápice da carreira jurídica, mas salientou que a função traz encargos severos e que a associação direta ao rótulo "terrivelmente evangélico" o fez afastar-se por três anos de pregações e atividades eclesiásticas públicas.

O ministro abordou também a representatividade no sistema de Justiça, mencionando levantamentos do Conselho Nacional de Justiça que apontam uma proporção expressiva de ateus e agnósticos entre os magistrados. Mendonça enfatizou que a ampliação do alcance de evangélicos no Judiciário, no Ministério Público e nas defensorias deve ocorrer pela igualdade de condições nas disputas e pelo mérito profissional, defendendo uma postura de liderança pautada pela humildade.

Assista ao vídeo:


Com informações do DCM

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