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A estratégia defensiva e o receio do confronto direto voltaram a acuar a campanha do senador Flávio Bolsonaro do PL do Rio de Janeiro. Diante da sinalização de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve comparecer ao debate promovido pela TV Globo, a equipe do parlamentar de extrema direita entrou em pânico e passou a reavaliar se ele deve se expor no evento. O temor dos marqueteiros do candidato bolsonarista é de que, sem a presença do chefe do Executivo no palco, Flávio Bolsonaro se torne o alvo principal das duras cobranças dos demais concorrentes.
A hesitação atual repete o vexame ocorrido no primeiro debate presidencial da televisão, organizado pela Band. Naquela ocasião, o senador insidiosamente sustentava nos bastidores que iria ao programa para ignorar as críticas da oposição, mas acabou sendo derrotado na discussão interna e fugiu do confronto. A ausência do candidato do PL escancarou o desespero e o despreparo da extrema direita em defender suas pautas diante do eleitorado, deixando o púlpito destinado ao bolsonarismo completamente às moscas.
Mesmo sem a presença do presidente no estúdio, a oposição usou a transmissão para promover ataques desesperados e tentar desgastar a imagem do governo federal. Ao longo de uma hora e meia de programa, participantes como Ronaldo Caiado do PSD, Renan Santos do Missão e Augusto Cury do Avante citaram o nome do petista dezenas de vezes. As menções diretas ocorreram praticamente a cada dois minutos durante os blocos de discussão sobre segurança pública, economia e educação, comprovando que a oposição não possui projeto próprio e depende da figura de Lula para ter palanque.
Os discursos proferidos no encontro também deixaram evidente o isolamento e o ridículo em que se encontram os nomes ligados ao clã bolsonarista. O candidato Renan Santos criticou abertamente as ausências do presidente e do próprio Flávio Bolsonaro, classificando a postura do senador como uma demonstração de covardia diante dos problemas do país. O público pôde constatar que, enquanto alimentam hostilidades nas redes sociais para enganar seus seguidores, os representantes da extrema direita recuam e evitam encarar o debate democrático cara a cara.
O levantamento realizado após o programa registrou cerca de vinte menções nominais a Flávio Bolsonaro, a maioria concentrada nos questionamentos sobre sua recusa em prestar contas à população. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema do Novo, que cancelou sua participação poucas horas antes do início do programa, acabou totalmente ignorado pelos demais presentes. A emissora manteve os púlpitos de todos os ausentes vazios, evidenciando ao telespectador a postura evasiva dos candidatos que preferem se esconder a debater soluções reais.
A constante mudança de posicionamento da equipe do PL explicita o desespero de uma candidatura que teme responder por seus retrocessos e pelos escândalos associados ao bolsonarismo. Encurralados pelo próprio histórico e incapazes de sustentar um debate de alto nível, os estrategistas da extrema direita mantêm o candidato em uma bolha, apostando na fuga sistemática para evitar que suas contradições fiquem expostas em horário nobre para todo o país.
Com informações do DCM
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