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O senador Flávio Bolsonaro enfrenta sérias dificuldades para consolidar palanques e construir alianças estaduais para sua candidatura à Presidência no Nordeste. A tentativa de criar uma base na região resultou em um visível isolamento político já em sua primeira viagem oficial de campanha, realizada em Alagoas, expondo as fragilidades e a rejeição da extrema direita entre os próprios líderes locais.
Durante as agendas em Maceió, a distância dos aliados ficou evidente. O pré-candidato ao governo de Alagoas, João Henrique Caldas, preferiu não participar de nenhum evento da comitiva. Já o deputado federal Arthur Lira compareceu apenas a um culto religioso, evitando ficar lado a lado no palco com o filho do ex-presidente, demonstrando a cautela das lideranças locais em vincular suas imagens ao bolsonarismo.
O desgaste da pré-candidatura reacionária se repete por outros estados nordestinos. Na Bahia, ACM Neto declarou apoio a Ronaldo Caiado no primeiro turno e rejeita palanque conjunto. No Ceará, apesar da aliança formal do PL com Ciro Gomes na disputa estadual, o ex-governador sinalizou que não fará campanha para Flávio. No Maranhão e em Pernambuco, onde a governadora Raquel Lyra se distancia da chapa, o grupo extremista segue sem capilaridade.
A resistência dos políticos regionais reflete a consolidação da liderança do presidente Lula no eleitorado nordestino, apontada com clareza pelas pesquisas de intenção de voto. O levantamento Quaest mostra o presidente com 56% das preferências no Rio Grande do Norte, contra apenas 19% do senador. Em Pernambuco, o cenário se repete com o petista registrando 54% diante dos mesmos 19% do adversário.
Mesmo em Alagoas, estado escolhido pela campanha por ser a terra natal do candidato a vice, Alfredo Gaspar, o presidente Lula lidera as intenções de voto com 44%, contra 29% do candidato do PL. A tentativa do grupo opositor de usar o desempenho obtido por Jair Bolsonaro em Maceió na eleição passada não tem sido suficiente para alavancar a pré-candidatura, mantendo a diferença favorável ao campo governista.
Nem mesmo a aliança na Paraíba, onde o senador Efraim Filho disputa o governo estadual pelo PL, é vista pela própria campanha como capaz de reverter o prejuízo acumulado no restante da região. O fracasso na articulação de palanques no Nordeste reforça o favoritismo do projeto liderado pelo presidente Lula e escancara o esvaziamento das forças bolsonaristas na corrida pelo Planalto.
Com informações do DCM
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