146 visitas - Fonte: PlantaoBrasil
A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de autorizar o compartilhamento com a Polícia Federal de documentos e dados apurados pela Polícia Civil de São Paulo, trouxe novo fôlego às investigações sobre a produtora do filme "Dark Horse". O avanço do procedimento é visto por aliados do governo como um passo fundamental para acelerar a apuração sobre o financiamento do projeto audiovisual sobre Jair Bolsonaro, expondo o uso de verbas e desgastando a candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
A determinação de Flávio Dino ocorreu no âmbito de um inquérito focado no direcionamento de emendas parlamentares para a produção cinematográfica. Paralelamente, o próprio senador de extrema direita é investigado em outra frente na Corte sob a relatoria do ministro André Mendonça. Essa apuração foi instaurada após a divulgação de um áudio em que o filho do ex-presidente solicitava apoio financeiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para custear a obra.
Na avaliação de interlocutores do governo, a liberação do acesso às provas pela Polícia Federal pode impulsionar o inquérito relatado por André Mendonça. A expectativa nos bastidores é de que os desdobramentos sobre a produção do filme ajudem a equilibrar a pressão gerada por apurações paralelas que miram o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro em investigações sobre supostas ligações com a empresária Roberta Luchsinger.
Integrantes do PT criticam a condução das matérias no Supremo, argumentando que o caso "Dark Horse" caminha em ritmo excessivamente lento se comparado aos procedimentos que envolvem Lulinha. Atualmente, os processos estão divididos no STF: André Mendonça é o relator de dois inquéritos sobre Lulinha e de uma das frentes do filme, enquanto Flávio Dino responde pela apuração das emendas e por um terceiro procedimento ligado ao filho do presidente.
Por outro lado, o clã bolsonarista acusa a decisão de Flávio Dino de tentar influenciar o cenário eleitoral a favor do PT. Já interlocutores do gabinete do ministro André Mendonça rebatem as críticas, afirmando reservadamente que o magistrado instaurou o inquérito no mesmo dia do pedido da Polícia Federal e que a falta de novas movimentações na Corte decorre do andamento das diligências policiais em sigilo.
As apurações que citam Fábio Luís tiveram origem no inquérito do INSS, mantido sob relatoria de André Mendonça no sistema de distribuição do STF para investigar suspeitas de tráfico de influência na Dataprev e no Ministério da Saúde. Com o avanço das apurações em ambas as frentes, o cenário no Tribunal reflete a intensa polarização política e a disputa pelo ritmo das investigações no judiciário.
Com informações do Brasil 247
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