946 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
A bancada da extrema-direita articulou mais um golpe direto contra os direitos da classe trabalhadora no Senado Federal. Em uma manobra explícita para adiar conquistas sociais, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, pediu vista e travou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta o fim da exaustiva escala de trabalho 6x1. O movimento desesperado da oposição ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), interrompendo a apreciação do relatório que estava pronto para ser aprovado e encaminhado com urgência ao plenário.
A ofensiva conservadora tenta soterrar o parecer favorável apresentado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve integralmente o texto vindo da Câmara para acelerar a promulgação da medida. O projeto garante a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem qualquer corte nos salários, assegurando dois dias de descanso semanal para a categoria, preferencialmente aos domingos. A proposta estabelece ainda uma transição rápida e progressiva para que a folga dupla passe a valer em definitivo 60 dias após a aprovação da emenda constitucional.
Durante a tramitação, Aziz rebatia os argumentos do empresariado ao destacar que a escala 6x1 penaliza de forma desproporcional as famílias de menor renda e escolaridade. No entanto, articulando os interesses das elites e do grande patronato, Marinho preferiu atuar como obstáculo ao progresso social, forçando o presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), a conceder a suspensão da análise. A resistência da oposição escancara a disposição da extrema-direita em atropelar os anseios do povo trabalhador para blindar privilégios corporativos no Parlamento.
Com informações do Brasil247
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.