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A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) acionou os motores no Congresso para garantir a aprovação célere do fim da escala 6x1. Liderada pela senadora Eliziane Gama (PT-MA), a base governista apresentou um requerimento de calendário especial no Senado para viabilizar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) diretamente no Plenário nesta quarta-feira (2). A iniciativa visa quebrar os prazos Regimentais que travam a proposta, assegurando uma vitória imediata e expressiva para a classe trabalhadora antes do período eleitoral.
A ofensiva do PT responde aos anseios da população e tenta desarmar as táticas de protelação da oposição e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defende adiar a apreciação do texto para depois do pleito. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por Otto Alencar (PSD-BA), o relator Omar Aziz (PSD-AM) manteve o parecer integral vindo da Câmara, preservando o modelo que reduz a jornada para 40 horas semanais sem corte salarial e garante dois dias de folga. Ao blindar a matéria de alterações, o parecer permite que a PEC seja promulgada sem ter de retornar à Câmara dos Deputados.
Ao pressionar pela votação imediata, o PT reafirma seu compromisso histórico de devolver tempo, saúde e dignidade às famílias trabalhadoras brasileiras. O embate sobre o ritmo da tramitação explicita o contraste político em Brasília: enquanto a bancada do governo Lula luta para entregar conquistas sociais concretas antes das urnas, setores conservadores tentam adiar o debate para poupar a oposição direitista de prestar contas aos trabalhadores.
Com informações da CNN Brasil
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