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O Tribunal Superior Eleitoral deve julgar nesta terça-feira a aplicação de multa contra a campanha do senador Flávio Bolsonaro pelo uso de um avatar digital de seu pai durante a convenção do PL. O ex-presidente está preso, e a tentativa da extrema direita de testar os limites da inteligência artificial no processo eleitoral provocou forte reação na corte. A discussão é considerada central para definir sanções severas e conter abusos que tentem fraudar a percepção do eleitorado nas eleições de outubro.
A maioria dos ministros se inclina a proibir o uso de deepfakes na propaganda eleitoral, vetando a tecnologia mesmo quando autorizada pelo próprio retratado. O TSE pretende fixar regras para diferenciar fraudes graves de memes e ilustrações legítimas, exigindo aviso claro ao público sobre o uso de computação gráfica. O recuo em relação à liberação dessas ferramentas ocorreu após resistências internas contra teses que tentavam aliviar a proibição de manipuladores digitais.
A reação da Justiça ganhou impulso após ações movidas pela aliança do presidente Lula contra-ataques da extrema direita, que chegou a criar diálogos falsos com o senador Jaques Wagner e distorcer fatos sobre o Banco Master. Diante de simulações realistas criadas para induzir a população ao erro, a corte passou a reconhecer a gravidade desse expediente. O julgamento marca um passo decisivo para proteger a democracia e punir as manobras de Flávio Bolsonaro e seus aliados.
Com informações da Folha de São Paulo
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