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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a adotar um tom firme ao condenar as ações militares israelenses no Oriente Médio. Durante reunião realizada no Palácio do Planalto com lideranças evangélicas nesta quarta-feira, o chefe do Executivo responsabilizou diretamente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pela morte massiva de mulheres e crianças na Faixa de Gaza. Durante o discurso, Lula repudiou qualquer tentativa da comunidade internacional de tratar com naturalidade o drama humanitário vivenciado no enclave palestino.
A fala do mandatário ocorre em meio ao frágil e incerto cenário de paz no Oriente Médio. Apesar do acordo de cessar-fogo assinado no ano passado durante a cúpula de Sharm el-Sheikh, mediado por países como Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, a execução das diretrizes pacificadoras permanece travada. As divergências metodológicas entre o governo de Tel Aviv e as forças locais impedem a desescalada do conflito, enquanto Tel Aviv exige o desarmamento prévio das organizações em Gaza e os palestinos condicionam os passos seguintes ao fim definitivo dos ataques e à retirada completa das tropas israelenses.
Ao questionar a postura de Netanyahu diante dos líderes religiosos, Lula reforçou a posição diplomática do Brasil em defesa do cumprimento rigoroso dos compromissos internacionais e do fluxo contínuo de assistência humanitária. O presidente reiterou que a perda irreparável de vidas civis inocentes e o descumprimento dos acordos não podem ser tolerados ou ignorados pelo cenário global.
Com informações do Brasil247
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