1023 visitas - Fonte: tijolaco
Poucos políticos me provocam tanto asco quanto Sérgio Cabral Filho.
Sua história política se faz na “aba” do pai, o queridíssimo Sérgio Cabral, que lhe deu votos com a esquerda que permanecia no PMDB para eleger-se vereador, contra a onda popular que se formou em torno de Leonel Brizola.
Depois vira um enredo que mistura demagogia barata – sua maior “obra” eram os “bailes da terceira idade” – e, depois, dinheiro.
Com as ascensão do tucanato, bandeou-se para o PSDB, pelo qual foi candidato do também adesista Marcello Alencar.
Qualquer repórter que cobrisse a Assembléia do Rio de Janeiro sabia que era no banheiro de seu gabinete de seu gabinete na Presidência da Casa que se repassavam maços de dinheiro.
Em 1998, seu nariz sensível farejou que Anthony Garotinho “costeava o alambrado” do PDT, aliando-se a Eduardo Cunha, Sérgio Zveiter, começou a aproximar-se dele.
Traído, Marcello Alencar foi o primeiro a denunciar, em larga escala, a roubalheira de Cabral. Reuniu a imprensa e mostrou um dossiê sobre os milhões envolvidos na mansão que seu ex-pupilo.
Polícia, Ministério Público, Judiciário, ninguém se interessou.
Em 2006, depois de ter tido o apoio de Garotinho no primeiro turno, no segundo o seu nariz voltou a funcionar e previu a vitória de Lula e passou a apoiá-lo. E Lula, sem apoio no Rio, aceitou o traidor, já não de Marcello, mas agora de Garotinho também.
Depois de servir-se da popularidade de Lula em 2010, em 2014, apesar das negativas formais, trabalhou por Aécio. Ninguém precisa me contar, sou testemunha da riquíssima campanha de seu filho com o nome de Aécio, muito forte aqui nas minhas vizinhanças.
Pois com tudo isso, não tenho nenhum prazer em ver sua mulher e cúmplice Adriana exposta, como ele antes foi, em fotos de presidiária, com um vazamento mal disfarçado em fotos de celular de um monitor de computador.
Não tenho a menor dúvida de que roubaram, e muito, mas há um evidente sentido de exploração mórbida de um ser humano, de uma mulher sem nenhuma razão prática. O que importa, no caso, é bloquear seus bens, impedir que fraude provas e que pressione testemunhas.
Essas seriam as razões de uma prisão e mesmo elas não seriam para a exposição destas fotos de “presidiária”.
Seria fácil fazer demagogia com a desgraça de meus adversários, neste caso quase inimigos.
Os processos de linchamento só nos levam à brutalização, jamais à civilização.
E muito menos à Justiça.
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