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Histórico de Gayer: de acidente fatal com embriaguez a investigações por desvio de verba

Deputado federal Gustavo Gayer acumula denúncias por embriaguez ao volante, condenações por misoginia e investigações da Polícia Federal sobre desvio de recursos públicos.

Foto: - Bruno Spada /Câmara dos Deputados · Original e licença

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) enfrenta um histórico marcado por graves controvérsias jurídicas e políticas. Além de ser alvo da Operação Discalculia, deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2024 para investigar supostos desvios de cota parlamentar, o parlamentar acumula episódios envolvendo embriaguez ao volante e condenações por ofensas misóginas.

Um dos casos mais graves remonta ao ano 2000, em Rialma (GO). Segundo denúncia do Ministério Público, Gayer dirigia embriagado e em alta velocidade quando colidiu seu veículo contra um ônibus. O acidente resultou na morte de três pessoas — Wilkens Souza Santos, Sander Ercione Morais e Ângela Graciela Leão Morais — e deixou uma quarta vítima paraplégica. O processo criminal foi encerrado devido à prescrição. Em 2015, o deputado foi novamente denunciado pelo Ministério Público por dirigir sob efeito de álcool em Goiânia.

No campo político, Gayer foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) a pagar R$ 20 mil em indenizações à deputada Gleisi Hoffmann e ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). A condenação ocorreu após o parlamentar publicar ofensas misóginas contra a então ministra, o que também motivou uma representação por quebra de decoro parlamentar apresentada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

Quanto à Operação Discalculia, a Polícia Federal apura a suspeita de uma associação criminosa voltada ao desvio de recursos públicos. A investigação aponta para a possível falsificação de documentos na criação de uma Oscip, que teria sido utilizada para captar verbas vinculadas ao mandato do deputado. O caso segue sob sigilo no Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Revista Fórum

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