Política · Segurança

As conexões entre Flávio Bolsonaro e o ex-capitão Adriano da Nóbrega

Relembre a trajetória de Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime, e seus vínculos documentados com o gabinete do senador Flávio Bolsonaro.

Foto: Adriano da Nóbrega tem ligação com Flávio Bolsonaro - · Original e licença

A trajetória de Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão do Bope morto em fevereiro de 2020 durante uma operação policial na Bahia, permanece como um dos capítulos mais controversos da política fluminense. Apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como líder da milícia de Rio das Pedras e chefe do chamado 'Escritório do Crime', grupo especializado em assassinatos por encomenda, Nóbrega manteve laços estreitos com o senador Flávio Bolsonaro.

O histórico de proximidade entre ambos é marcado por homenagens oficiais. Quando atuava como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Flávio Bolsonaro concedeu uma moção de louvor ao ex-policial em 2003. Dois anos depois, o parlamentar entregou pessoalmente a Medalha Tiradentes, a maior honraria da Casa, a Nóbrega, que na ocasião estava preso preventivamente sob acusação de homicídio.

Além das condecorações, o gabinete de Flávio Bolsonaro empregou familiares do ex-capitão, como sua mãe, Raimunda Veras Magalhães, e sua ex-esposa, Danielle Mendonça da Costa. Esses vínculos foram alvo de investigações do Ministério Público sobre o suposto esquema de 'rachadinha'. Em depoimento prestado em 2020, o próprio senador admitiu ter realizado aulas particulares de tiro com o ex-PM.

Em sua defesa, Flávio Bolsonaro argumentou que as homenagens ocorreram quando Nóbrega era um policial reconhecido e que não poderia prever suas ações futuras. Sobre as contratações, a defesa sustentou que não houve irregularidades e que a mãe do ex-policial atuava como intermediária entre movimentos de defesa da categoria e o gabinete. O nome de Nóbrega também surgiu em apurações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, embora as conexões citadas não tenham comprovado sua participação direta no crime.

Em resumo

  • Adriano da Nóbrega, ex-capitão do Bope, foi apontado como líder de milícia e do 'Escritório do Crime'.
  • Flávio Bolsonaro homenageou o ex-PM com moção de louvor e a Medalha Tiradentes enquanto ele estava preso.
  • Familiares de Nóbrega foram nomeados no gabinete de Flávio na Alerj, em meio a investigações de 'rachadinha'.
  • O senador admitiu ter tido aulas de tiro com o ex-policial, que morreu em 2020 durante operação policial.

Fonte: Revista Fórum

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