Lula confronta Flávio Bolsonaro e expõe ligações com milícias em debate na Globo
Durante debate presidencial, Lula rebateu ataques de Flávio Bolsonaro e questionou o senador sobre episódios controversos de sua trajetória política.

Foto: O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente e candidato a reeleição Lula (PT). Foto: Agustin Marcarian/Reuters · Original e licença
O debate presidencial transmitido pela TV Globo nesta quinta-feira (24) foi marcado por um confronto direto entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Enquanto o parlamentar tentou adotar uma postura de 'estadista' com falas ensaiadas, Lula reagiu aos ataques e reforçou as críticas sobre a conduta do adversário, classificando-o como representante de um projeto miliciano para o país.
O momento de maior tensão ocorreu quando Lula rebateu uma provocação de Flávio sobre sua condição física. Ao ser chamado de 'nove dedos', o presidente foi enfático: 'Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos'. O petista aproveitou a oportunidade para alertar o eleitorado sobre os riscos de uma eventual gestão bolsonarista, afirmando que a escolha no próximo domingo é entre a manutenção da democracia ou a entrega do Palácio do Planalto a um grupo ligado a milícias.
Lula também buscou confrontar o senador sobre episódios polêmicos de seu histórico, como sua atuação como advogado de um policial militar envolvido na morte da menina Ana Clara, em 2021. Além disso, o presidente pressionou Flávio por explicações sobre sua presença em uma lancha com lobistas da vacina Covaxin durante o auge da pandemia, um episódio que, segundo reportagens da revista Piauí, envolvia negociações obscuras de imunizantes.
Em resumo
- Lula rebateu ataques pessoais de Flávio Bolsonaro, rotulando-o como miliciano durante o debate.
- O presidente questionou o senador sobre sua defesa de um PM envolvido na morte de uma criança em 2021.
- Lula confrontou o adversário sobre sua participação em uma lancha com vendedores da vacina Covaxin durante a crise sanitária.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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