Justiça barra pressão política do Grupo Zona Sul sobre funcionários no Rio
Decisão judicial proíbe rede de supermercados de enviar comunicados eleitorais a empregados sob pena de multa diária de R$ 500 mil.

A Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro determinou que o Grupo Zona Sul cesse imediatamente o envio de mensagens de cunho político aos seus colaboradores. A decisão liminar, assinada pela juíza Cláudia de Abreu Lima Pisco, atende a uma ação civil coletiva movida pelo Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro após a empresa distribuir uma carta assinada por seu presidente defendendo uma "mudança" no cenário nacional.
Para a magistrada, a comunicação institucional, embora indireta, cria um ambiente de pressão que pode comprometer a liberdade de escolha dos trabalhadores, dada a relação de dependência econômica entre patrão e empregado. Caso a rede descumpra a ordem judicial, está sujeita a uma multa diária de R$ 500 mil.
Além da proibição, a Justiça ordenou que a empresa envie, até as 23h59 deste sábado (24), um novo comunicado aos funcionários reforçando que o voto é livre, secreto e que não há obrigatoriedade de revelar preferências políticas. Este aviso também deve ser fixado em áreas de grande circulação nas unidades da rede nos municípios do Rio de Janeiro, Miguel Pereira e Paty do Alferes.
O presidente do Sindicato dos Comerciários, Marcio Ayer, celebrou a medida como uma proteção fundamental contra o assédio eleitoral. Segundo ele, o emprego não pode ser utilizado como ferramenta de intimidação, sendo o voto um direito exclusivo e inalienável do cidadão.
Em resumo
- Justiça proíbe Grupo Zona Sul de enviar mensagens políticas a funcionários sob pena de multa de R$ 500 mil por dia.
- Decisão atende pedido do Sindicato dos Comerciários contra pressão eleitoral no ambiente de trabalho.
- Empresa deve emitir novo comunicado até este sábado reafirmando a liberdade e o sigilo do voto.
Fonte: ICL Notícias

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