Política · Justiça

Justiça barra pressão da gestão Nunes sobre servidores em atos pró-Flávio Bolsonaro

Decisão liminar proíbe a Prefeitura de São Paulo de coagir funcionários a participar de manifestações políticas sob pena de multa diária.

Foto: Ricardo Nunes e Flávio Bolsonaro; Justiça do Trabalho proibiu a Prefeitura de São Paulo de pressionar servidores a participar de atividades eleitorais Crédito: Gildson Souza/Prefeitura de SP · Original e licença

A Justiça do Trabalho proibiu a Prefeitura de São Paulo, sob gestão de Ricardo Nunes (MDB), de pressionar servidores municipais e trabalhadores terceirizados a participarem de atos de campanha ou manifestações políticas. A decisão liminar, proferida na última sexta-feira (23) pela juíza Yara Campos Souto, atende a uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) que investiga denúncias de assédio eleitoral.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de um áudio, revelado inicialmente pelo ICL Notícias e confirmado pelo jornal O Globo, no qual o prefeito orienta a mobilização de servidores para um ato de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista. Na gravação, Nunes incentiva os presentes a utilizarem redes sociais e listas de transmissão no WhatsApp para promover a manifestação.

Além da convocação, o MPT apura relatos de que funcionários teriam sido coagidos a comprovar presença em eventos políticos sob ameaça de perda de cargos. Há ainda denúncias de que trabalhadoras de creches conveniadas teriam recebido promessas de folgas em troca da participação em atos. A decisão judicial estabelece multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento e exige que a prefeitura divulgue canais de denúncia sigilosos.

A deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP) também acionou o Ministério Público e a Procuradoria Regional Eleitoral para investigar possível abuso de poder político. A administração municipal foi citada para apresentar sua defesa no prazo legal de cinco dias.

Em resumo

  • Justiça proíbe prefeitura de pressionar servidores para atos eleitorais sob pena de multa de R$ 50 mil.
  • Investigação apura denúncias de assédio, incluindo exigência de fotos e promessa de folgas em troca de apoio político.
  • Áudio registra o prefeito Ricardo Nunes orientando a mobilização de funcionários para manifestação de Flávio Bolsonaro.

Fonte: Brasil 247

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaTrabalhadores da Meta denunciam favorecimento à família Bolsonaro nas eleições brasileiras