Política · Justiça

PGR recorre ao STF para garantir transporte de indígenas no segundo turno

Paulo Gonet contesta decisão de Kassio Nunes Marques que impõe autorização judicial prévia para deslocamento de eleitores indígenas, alegando risco de exclusão eleitoral.

Foto: O procurador-geral da República, Paulo Gonet, contestou decisão de Kassio Nunes Marques sobre o transporte de indígenas no segundo turno - Pedro Ladeira - 3.set.26/Folhapress · Original e licença

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, protocolou um pedido urgente no Supremo Tribunal Federal neste sábado, dia 24, buscando anular uma determinação recente do Tribunal Superior Eleitoral. A medida em questão, assinada pelo ministro Kassio Nunes Marques na noite de sexta-feira, estabelece que órgãos federais como a Funai, o Ministério dos Povos Indígenas e a Secretaria de Saúde Indígena precisam de aval judicial específico para realizar o transporte de comunidades até as seções eleitorais.

Pelo entendimento do presidente do TSE, cada operação de deslocamento deveria ser submetida à análise dos juízes eleitorais locais, com a obrigatoriedade de detalhar rotas, horários e locais de embarque. Contudo, a Procuradoria-Geral da República sustenta que o tempo disponível entre a publicação da norma e o pleito deste domingo é insuficiente para cumprir tamanha burocracia.

Gonet argumenta que a exigência de aprovação individualizada para cada viagem inviabiliza o suporte logístico necessário para que populações em áreas remotas consigam votar. O chefe do Ministério Público Federal alertou que, em locais onde o trajeto depende de longas horas de navegação, a imposição administrativa atua como um obstáculo que pode resultar na exclusão seletiva de eleitores, impedindo o exercício da cidadania por falta de transporte viabilizado a tempo.

Em resumo: - A PGR solicita ao STF a suspensão da exigência de autorização judicial prévia para o transporte de indígenas. - O procurador-geral aponta que o prazo exíguo inviabiliza a logística de votação para comunidades isoladas. - A medida afeta diretamente a atuação da Funai, do Ministério dos Povos Indígenas e da Secretaria de Saúde Indígena.

Fonte: Folha de S.Paulo

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