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Coaf detecta movimentações atípicas e repasses suspeitos nas contas de Flávio Bolsonaro

Relatórios do Coaf apontam que o senador Flávio Bolsonaro movimentou valores incompatíveis com sua renda declarada, incluindo repasses de escritórios de advocacia para quitação de imóvel.

Foto: Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro Crédito: Reprodução I Charles Vieira · Original e licença

Novos relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) colocaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sob o foco de investigações sobre a origem de seus recursos. Os documentos, que integram um inquérito da Polícia Federal sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF), apontam movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelo parlamentar.

Entre janeiro e março de 2024, o Coaf identificou que o senador movimentou cerca de R$ 1,3 milhão, um volume 7,19 vezes superior ao esperado para sua capacidade financeira informada. Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi o recebimento de R$ 520 mil do escritório Gavioli e Viola Advogados Associados, montante utilizado para a quitação antecipada de um financiamento imobiliário de uma mansão em Brasília, avaliada em quase R$ 6 milhões.

A relação entre o senador e o escritório de advocacia é alvo de escrutínio, uma vez que as partes já atuaram em parceria em processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), incluindo casos de grande repercussão. Questionado, o sócio do escritório, Bruno Gavioli Lopes, limitou-se a dizer que o código de ética da profissão seria respeitado, sem comentar os repasses.

Além das operações de 2024, o Coaf também sinalizou movimentações atípicas em novembro de 2025, envolvendo recursos de uma arrecadação coletiva organizada pelo senador para famílias de policiais mortos. O relatório aponta que parte desses valores foi destinada ao pagamento de faturas de cartão de crédito e outros débitos, levantando questionamentos sobre a gestão dos fundos.

O inquérito no STF também busca esclarecer possíveis vínculos financeiros entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, apontado como um dos maiores apostadores do país. A investigação analisa, entre outros elementos, o uso de contas offshore e o custeio de viagens internacionais do parlamentar por empresas ligadas ao advogado.

Em resumo

  • O Coaf identificou movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro incompatíveis com sua renda declarada entre 2024 e 2025.
  • Um repasse de R$ 520 mil de um escritório de advocacia foi utilizado para quitar antecipadamente o financiamento de uma mansão do senador.
  • O parlamentar é investigado pela Polícia Federal por possíveis relações financeiras com o advogado Willer Tomaz, em caso que tramita no STF.
  • O escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro emitiu R$ 13,7 milhões em notas fiscais entre janeiro de 2023 e julho de 2026.

Fonte: Brasil 247

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