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Reanan Santos sugere cancelamento do segundo turno por crise no transporte eleitoral

O ex-candidato Renan Santos questionou a legitimidade do pleito após decisão do STF sobre o transporte de eleitores, enquanto a Justiça Eleitoral baiana ordenou a prisão de secretário municipal por retenção de ônibus.

O cenário eleitoral deste domingo, 25 de outubro, foi marcado por tensões logísticas e jurídicas, especialmente na Bahia. Diante de falhas no transporte público que dificultaram o acesso de eleitores às urnas, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, ordenou que a votação fosse retomada em locais onde o serviço foi prejudicado. A medida visou garantir o exercício do voto, mas tornou-se alvo de críticas por parte do ex-candidato à Presidência, Renan Santos.

Em suas redes sociais, Renan Santos classificou a determinação judicial como extemporânea e argumentou que a medida, aplicada no final do dia, poderia comprometer a lisura do processo eleitoral. O político defendeu, inclusive, que o segundo turno fosse adiado por duas semanas para evitar possíveis conflitos sociais, comparando a gravidade do momento aos eventos de 8 de janeiro de 2023. Não foram apresentadas evidências concretas que sustentassem o risco de confrontos armados ou a alteração definitiva do resultado das urnas.

A origem da crise logística foi atribuída por Santos a gestões municipais na Bahia, citando cidades como Salvador, Ilhéus e Vitória da Conquista. Segundo o ex-candidato, prefeitos de oposição ao governo federal teriam restringido a circulação de ônibus para desmobilizar o eleitorado. Em Salvador, a situação resultou em uma medida drástica do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, que decretou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, sob a acusação de reter a frota de coletivos.

Além da ordem de prisão, a Justiça Eleitoral baiana exigiu que o transporte público operasse com a frequência de dias úteis e de forma gratuita, estabelecendo uma multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. Até o momento, as autoridades eleitorais não sinalizaram qualquer intenção de adiar o pleito, mantendo o cronograma de apuração dos votos.

Em resumo: - O ministro Cristiano Zanin determinou a retomada da votação em locais afetados por falhas no transporte de eleitores. - O ex-candidato Renan Santos criticou a decisão judicial e sugeriu o adiamento do segundo turno. - O TRE-BA ordenou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador por retenção de ônibus e exigiu gratuidade e circulação integral da frota.

Fonte: www.brasil247.com

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