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Após ataques ao Judiciário, ida de Flávio Bolsonaro aos EUA vira ironia nos bastidores do STF

Senador Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos mesmo com restrição judicial imposta pelo ministro Alexandre de Moraes em investigação por lavagem de dinheiro.

Foto: Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução · Original e licença

A partida do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, ocorrida nesta quarta-feira (28), gerou reações irônicas entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, magistrados da Corte fizeram troça com o slogan de campanha do parlamentar, sugerindo que ele não poderia ser acusado de estelionato eleitoral, já que, ao deixar o país, teria cumprido sua promessa de "mudança".

O clima de tensão entre o senador e o Judiciário se intensificou durante o período eleitoral, marcado por propostas de reforma no sistema de justiça e pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. O magistrado, que se tornou o principal alvo do discurso de Flávio Bolsonaro, havia determinado a apreensão do passaporte do senador e proibido sua saída do território nacional logo após a confirmação da derrota nas urnas.

Apesar da restrição imposta pela decisão judicial, o senador embarcou para o exterior acompanhado de sua família. O episódio ocorre em meio a uma investigação por lavagem de dinheiro que também envolve o advogado Willer Tomaz. Diante do descumprimento da ordem, a expectativa nos bastidores é que o ministro Alexandre de Moraes solicite a prisão preventiva de ambos os investigados.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro viajou para os EUA nesta quarta-feira, desrespeitando proibição de saída do país.
  • A restrição havia sido imposta pelo ministro Alexandre de Moraes após a derrota eleitoral.
  • O senador e o advogado Willer Tomaz são alvos de investigação por lavagem de dinheiro.
  • Há expectativa de que o STF decrete a prisão dos envolvidos pelo descumprimento da medida cautelar.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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