Senador Flávio Bolsonaro mantém estrutura milionária paga pelo povo enquanto está fora do país
Mesmo após ordem judicial para entregar passaportes, parlamentar segue com gabinete de 21 funcionários custando R$ 384 mil mensais aos cofres públicos.

Foto: Flávio Bolsonaro em seu gabinete no Senado Federal. Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo · Original e licença
Enquanto o país acompanha os desdobramentos das investigações que cercam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o dinheiro público continua sendo drenado para manter sua estrutura parlamentar intacta. O gabinete do político custa mensalmente pelo menos R$ 384 mil, valor que segue sendo pago mesmo com o senador longe do território nacional. Ele partiu do Brasil na madrugada da última terça-feira, dia 27 de outubro, logo após o Supremo Tribunal Federal exigir que ele entregasse seus documentos de viagem.
A medida imposta pelo ministro Alexandre de Moraes foi motivada por um alerta da Polícia Federal. Os investigadores apontaram que havia um risco real de fuga, especialmente considerando o histórico de declarações de Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde março de 2025 e chegou a sugerir publicamente que o irmão deveria sair do país caso perdesse a disputa eleitoral. Até o presente momento, o senador não enviou qualquer comunicado oficial ao Senado Federal explicando sua ausência ou justificando a permanência no exterior.
A estrutura mantida pelo parlamentar é composta por 21 servidores. Em Brasília, o gabinete opera com 15 funcionários comissionados e um servidor de carreira. Paralelamente, o senador sustenta um escritório de apoio no Rio de Janeiro, que conta com cinco pessoas e gera uma despesa extra de R$ 2,1 mil. O Senado Federal ainda não informou se pretende tomar alguma providência administrativa sobre a situação, mantendo o mandato de Flávio ativo até janeiro de 2027, assim como ocorreu anteriormente com aliados como Alexandre Ramagem, que mantiveram seus gabinetes funcionando mesmo após deixarem o país.
Em resumo: - Flávio Bolsonaro saiu do Brasil após o STF ordenar a entrega de seus passaportes por risco de fuga. - O gabinete do senador consome R$ 384 mil mensais dos cofres públicos. - A estrutura conta com 21 funcionários divididos entre Brasília e Rio de Janeiro. - O parlamentar não apresentou justificativa formal ao Senado sobre sua ausência.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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