MPF abre investigação após áudio ameaçar envenenar água de indígenas Guarani Kaiowá
Ministério Público Federal exige explicações da prefeitura de Tacuru sobre denúncia de contaminação da água após ameaças contra comunidade indígena.

Foto: Deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG) relatou projeto que concede reparação histórica a trabalhadores rurais enganados pela ditadura - Célia Xakriabá/Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados · Original e licença
O Ministério Público Federal (MPF) determinou um prazo de 48 horas para que a Prefeitura de Tacuru, no Mato Grosso do Sul, preste esclarecimentos sobre graves denúncias de ameaça de envenenamento da água consumida pelos indígenas Guarani Kaiowá. O caso veio à tona após a circulação de um áudio em aplicativos de mensagens, no qual um indivíduo sugere o uso da água para atacar a comunidade.
A denúncia foi formalizada pela deputada federal Célia Xakriabá (Psol) e pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Segundo a parlamentar, o conteúdo do áudio é alarmante ao defender "matar essas praga pela água". A situação é agravada pelo fato de que os indígenas da região já dependem de caminhões-pipa para o abastecimento básico, tornando qualquer contaminação um risco direto à sobrevivência do grupo.
O episódio, que ganhou contornos de tensão logo após o segundo turno das eleições, foi levado ao conhecimento do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Ministério dos Povos Indígenas e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota conjunta, as pastas dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Cidadania e da Igualdade Racial confirmaram que acompanham o caso e reforçaram a necessidade de uma apuração rigorosa sobre as ameaças.
Em resumo
- O MPF deu 48 horas para a prefeitura de Tacuru explicar denúncias de ameaça de envenenamento da água dos Guarani Kaiowá.
- Um áudio compartilhado via WhatsApp registra ameaças de morte contra a comunidade indígena.
- A denúncia foi apresentada pela deputada Célia Xakriabá e pela Apib, mobilizando diversos ministérios e o TSE.
Fonte: Revista Fórum

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.