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Parlamentares exigem investigação após ameaças de envenenamento contra indígenas em MS

Deputadas Sônia Guajajara e Célia Xakriabá acionam órgãos federais após áudios com ameaças a indígenas Guarani Kaiowá circularem em Tacuru.

As deputadas federais Sônia Guajajara e Célia Xakriabá protocolaram um pedido formal de investigação junto ao Ministério da Justiça, ao Ministério dos Povos Indígenas, ao Ministério Público Federal e ao Tribunal Superior Eleitoral. A medida é uma resposta direta a ameaças de envenenamento da água que abastece a Aldeia Sassoró, localizada em Tacuru, Mato Grosso do Sul.

O caso veio à tona após a circulação de áudios atribuídos a um servidor da prefeitura local, que sugeriam o ataque à rede de água da comunidade logo após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em nota, o prefeito Rogério Torquetti informou que o funcionário foi afastado de suas funções e responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O gestor municipal também solicitou que a comunidade indígena perdoasse o comentário.

O governo federal, por meio do Ministério dos Povos Indígenas, encaminhou o material à Polícia Federal para que a autenticidade dos áudios seja periciada e a autoria confirmada. Até o momento, não há evidências de contaminação da água, mas o ministério reforçou a necessidade de medidas preventivas para garantir a segurança dos moradores.

O cacique Ivan Montiel, que também atua como vereador em Tacuru, repudiou as falas e afirmou que buscará reparação nas esferas criminal e cível. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) tem denunciado um cenário de crescente violência no estado, citando episódios de atropelamentos e ameaças contra lideranças, enquanto a Secretaria de Segurança Pública estadual nega a ocorrência de genocídio na região.

Em resumo

  • Deputadas federais pedem apuração rigorosa sobre ameaças de envenenamento de água contra indígenas em Tacuru.
  • Servidor municipal suspeito de autoria dos áudios foi afastado pela prefeitura.
  • Polícia Federal investiga o caso e possíveis atos de racismo pós-eleições.
  • Lideranças indígenas buscam responsabilização judicial pelos ataques.

Fonte: ICL Notícias

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