Entenda o voto distrital misto: a proposta que pode alterar o sistema eleitoral brasileiro
O presidente da Câmara, Hugo Motta, colocou em pauta a discussão sobre o voto distrital misto, modelo que combina representação territorial e proporcional.

Foto: Hugo Motta defende voto distrital misto - Mário Agra/Câmara dos Deputados · Original e licença
O debate sobre uma possível reforma no sistema eleitoral brasileiro voltou ao centro das atenções após o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciar, em 28 de outubro de 2026, a intenção de discutir e votar mudanças nas regras de votação. Entre as propostas em análise está o voto distrital misto, um modelo que altera a forma como deputados federais, estaduais e vereadores são eleitos.
Diferente do sistema proporcional puro utilizado atualmente no Brasil, o modelo distrital misto propõe que o eleitor vote duas vezes: uma em um candidato que representa um distrito territorial específico e outra em um partido político. Nesse formato, parte das cadeiras legislativas seria preenchida por candidatos eleitos diretamente em suas regiões, enquanto a outra parcela seria distribuída conforme a votação obtida pelas legendas, garantindo um componente de proporcionalidade.
A implementação dessa mudança, contudo, ainda é incerta e depende de articulação no Congresso Nacional. O cronograma apresentado por Motta sugere uma transição para o ano de 2030, caso a proposta avance. Países como Alemanha, Nova Zelândia e Japão já adotam sistemas que combinam elementos distritais e proporcionais, embora com regras específicas para cada realidade nacional.
Em resumo
- O voto distrital misto une a eleição de representantes por regiões com a representação proporcional partidária.
- O eleitor votaria duas vezes: uma no candidato do distrito e outra na legenda de sua preferência.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, sinalizou que a discussão visa uma possível transição para o sistema a partir de 2030.
Fonte: Revista Fórum

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