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Brasil mira US$ 280 milhões em negócios na maior vitrine comercial da China

Comitiva brasileira desembarca em Xangai para a 9ª edição da CIIE, buscando ampliar exportações e diversificar a pauta comercial com o mercado chinês.

Foto: Crédito: ApexBrasil · Original e licença

O Brasil prepara uma ofensiva comercial de peso na China. A partir do dia 5 de novembro, 36 empresas e cooperativas nacionais participam da 9ª China International Import Expo (CIIE), em Xangai, com a meta ambiciosa de movimentar US$ 280 milhões em novos negócios. A missão, organizada pela ApexBrasil, ocorre no National Exhibition and Convention Center e segue até o dia 10 de novembro.

A presença brasileira na maior feira de importações do mundo acontece em um cenário de recordes nas trocas bilaterais. Em 2025, a corrente de comércio entre as duas nações atingiu US$ 171 bilhões, com o Brasil exportando US$ 100 bilhões e garantindo um superávit de US$ 29 bilhões. O sucesso recente foi puxado pela força da carne bovina, que rendeu US$ 8,8 bilhões, e pelo café não torrado, com US$ 459 milhões.

Para além das commodities, a estratégia nacional foca em diversificar a pauta exportadora. O pavilhão brasileiro contará com uma vitrine que vai desde a proteína animal, representada pela ABPA e Aurora Coop, até a agricultura familiar da UNICAFES. Produtos de alto valor agregado, como vinhos, cachaças, mel e derivados de açaí, também buscam espaço no exigente mercado asiático.

A delegação brasileira aposta em tecnologia e cultura para atrair compradores. Entre as atrações, um robô preparará sorvete de açaí ao vivo, enquanto a rede Luckin Coffee promoverá grãos brasileiros. A agenda institucional será reforçada pelo embaixador Marcos Galvão e pelo cônsul-geral Augusto Pestana, além de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária, consolidando o Brasil como um fornecedor confiável e inovador.

Em resumo

  • Brasil participa da 9ª CIIE em Xangai entre 5 e 10 de novembro.
  • Expectativa é gerar US$ 280 milhões em negócios com 36 empresas.
  • Comércio bilateral atingiu recorde de US$ 171 bilhões em 2025.
  • Foco da missão é diversificar exportações além das commodities tradicionais.

Fonte: Brasil 247

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