Ataque bilionário à Binance expõe fragilidades na segurança da maior corretora do mundo
Após desvio de US$ 6,3 bilhões, Binance admite falhas de segurança e inicia processo de recomposição de ativos enquanto setor cripto tenta bloquear fundos roubados.

Foto: Investidora observa cotações de criptomoedas em um smartphone. Foto: Nhac Nguyen/AFP · Original e licença
A Binance, principal plataforma de negociação de criptoativos do planeta, enfrentou uma crise severa na última quinta-feira, 29 de outubro, após uma invasão cibernética resultar no desvio de US$ 6,3 bilhões. O incidente forçou a empresa a paralisar temporariamente as movimentações financeiras de seus usuários para conter o escoamento dos recursos e iniciar um rastreamento detalhado dos ativos.
A operação de resposta envolveu uma força-tarefa interna coordenada pela copresidente-executiva He Yi, que atuou remotamente a partir de Abu Dhabi. O fundador da corretora, Changpeng Zhao, utilizou suas redes sociais para assegurar aos clientes que os valores estariam protegidos, embora tenha admitido o impacto emocional e operacional do episódio. Em um momento de autocrítica, He Yi reconheceu publicamente que a empresa negligenciou investimentos necessários em segurança e falhou ao não implementar padrões de proteção mais rigorosos anteriormente.
Investigações conduzidas por empresas especializadas, como a Chainalysis e a TRM Labs, apontaram o grupo de hackers norte-coreano TraderTraitor como o responsável pela ação. Os criminosos teriam utilizado métodos automatizados de lavagem de dinheiro de alta complexidade. Embora a Binance tenha anunciado neste domingo, 1º de novembro, a retomada gradual dos saques e a recomposição de cerca de 95% dos valores afetados, a consultoria TRM Labs alerta que uma parcela significativa, estimada em US$ 2,4 bilhões, permanece fora do alcance de recuperação.
O setor de criptoativos reagiu ao ataque com medidas de contenção. As empresas Tether e Circle bloquearam mais de US$ 2 bilhões em moedas digitais ligadas à invasão. Adicionalmente, a World Liberty Financial, entidade associada à família Trump, informou o congelamento de US$ 27 milhões em ativos digitais que teriam sido movimentados pelos invasores. A Binance separou um montante de US$ 6,34 bilhões para garantir o ressarcimento dos prejuízos causados aos seus clientes.
Em resumo: - Invasão cibernética causou o desvio de US$ 6,3 bilhões da Binance no dia 29 de outubro. - O grupo norte-coreano TraderTraitor é apontado como autor do ataque, utilizando técnicas avançadas de lavagem. - A corretora iniciou a retomada de saques e afirma ter recuperado 95% dos ativos. - Empresas do setor bloquearam mais de US$ 2 bilhões para impedir a circulação dos fundos roubados.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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