Política · Economia

Governo prepara pente-fino em supersalários para equilibrar contas em 2027

Equipe econômica estuda limitar penduricalhos no funcionalismo e remanejar orçamento para garantir metas fiscais e manter programas sociais.

Foto: Dario Durigan, ministro da Fazenda. Foto: Reprodução · Original e licença

Em busca de maior credibilidade para as contas públicas, a equipe econômica do governo federal articula um plano de ajuste fiscal para 2027 que inclui o combate aos chamados supersalários e penduricalhos no funcionalismo. A medida visa conter despesas e frear a trajetória da dívida, atendendo a uma demanda crescente de agentes do mercado financeiro.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo enviará um projeto de lei para formalizar o compromisso com o centro da meta fiscal. O objetivo é eliminar dúvidas jurídicas sobre a condução da política econômica, embora o governo ainda avalie um conjunto mais amplo de ações para garantir o equilíbrio orçamentário.

O foco nos salários acima do teto constitucional — atualmente fixado em R$ 46.366,19 — é uma das apostas para reduzir gastos. Cálculos do ex-ministro Fernando Haddad indicam que o impacto financeiro dessas gratificações e verbas extras chega a R$ 20 bilhões anuais. O tema já tramita no Congresso através da Reforma Administrativa, mas a discussão enfrenta incertezas devido à mudança na relatoria da proposta.

Além do controle de gastos, o governo enfrenta o desafio de remanejar cerca de R$ 20 bilhões para acomodar promessas de campanha e programas sociais, como o reajuste do Bolsa Família, a expansão do Pé-de-Meia e o Desenrola 3.0. Paralelamente, a Instituição Fiscal Independente (IFI) alertou para o risco de um déficit de 1% do PIB em 2027, caso não haja medidas compensatórias robustas frente à meta de superávit de 0,5%.

Em resumo

  • Governo estuda cortar supersalários e penduricalhos para reduzir despesas públicas.
  • Ministro Dario Durigan promete projeto de lei para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2027.
  • Necessidade de remanejar R$ 20 bilhões para custear programas como Bolsa Família e Desenrola 3.0.
  • IFI projeta risco de déficit de 1% do PIB, desafiando a meta oficial de superávit.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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