Zeca Dirceu desafia mercado e exige que bilionários arquem com ajuste fiscal
O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) defendeu a redução dos juros e criticou cortes em áreas sociais, propondo que o ajuste fiscal recaia sobre os mais ricos.

Foto: Zeca Dirceu Crédito: Kayo Magalhães/Câmara · Original e licença
O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) subiu o tom contra a influência do mercado financeiro na condução da economia brasileira. Em manifestação pública neste sábado (2), o parlamentar defendeu a redução da taxa básica de juros e afirmou que o necessário equilíbrio das contas públicas não pode ser alcançado através de cortes em investimentos sociais e serviços essenciais para a população.
Para o petista, o esforço fiscal deve ser pautado pela justiça social, combatendo privilégios e a concentração de renda. "Os bilionários irão pagar a conta, SIM, porque foi esta a decisão das urnas", declarou o deputado, reforçando que a política econômica deve priorizar o crescimento, a geração de empregos e a distribuição de renda em vez de atender exclusivamente aos interesses do setor financeiro.
Zeca Dirceu propôs que, em vez de reduzir despesas em saúde, educação e habitação, o governo foque na revisão de benefícios tributários injustificáveis e no combate a supersalários. O parlamentar argumentou que a pressão exercida pelo mercado financeiro não deve se sobrepor à vontade popular, defendendo que a economia precisa servir ao desenvolvimento nacional e não apenas à rentabilidade de quem vive de juros.
Como parte do debate, o deputado recomendou a leitura de um artigo do economista André Lara Resende, sugerindo que o país questione dogmas econômicos tradicionais. Ele reiterou que a responsabilidade fiscal e a justiça social são compatíveis e convocou a sociedade a participar ativamente das discussões sobre os rumos econômicos do Brasil.
Em resumo
- Zeca Dirceu defende redução de juros e rejeita cortes em políticas sociais.
- Parlamentar propõe que ajuste fiscal seja feito via revisão de privilégios e tributação dos mais ricos.
- Deputado critica pressão do mercado financeiro sobre decisões do governo eleito.
- Debate sobre política monetária deve incluir desenvolvimento nacional e geração de emprego.
Fonte: Brasil 247

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