Política · Economia

Lindbergh Farias denuncia sabotagem do mercado financeiro contra governo Lula

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a mudança nas projeções de juros após a vitória de Lula e cobrou uma postura firme do Banco Central.

Foto: Lindbergh Farias Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados · Original e licença

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) utilizou as redes sociais neste sábado (2) para denunciar o que classificou como uma interferência política do mercado financeiro na condução da economia brasileira. Segundo o parlamentar, agentes do setor estariam manipulando expectativas sobre a taxa básica de juros (Selic) como forma de pressionar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O parlamentar apontou uma discrepância nas projeções feitas antes e depois do segundo turno das eleições. De acordo com Lindbergh, o mercado indicava uma redução de 0,5 ponto percentual na Selic ainda este ano caso Flávio Bolsonaro tivesse vencido o pleito. Com a vitória de Lula, a estimativa foi alterada para a manutenção da taxa em 13,75%. Para o deputado, a mudança não possui base técnica e reflete um viés ideológico.

"Estão fazendo política e sabotando a nossa economia", afirmou o parlamentar. Lindbergh defendeu que a política monetária deve ser guiada por indicadores reais, como inflação, emprego e atividade econômica, e não pelo "humor" de investidores. Ele também criticou o modelo de autonomia do Banco Central, argumentando que a estrutura atual tem permitido que o setor financeiro dite regras descoladas do programa eleito pelas urnas.

Diante do cenário, o deputado cobrou um posicionamento claro do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O parlamentar questionou se a instituição irá resistir ao que chamou de "terrorismo financeiro" ou se cederá às pressões de um mercado que, segundo ele, atua de forma alinhada ao bolsonarismo.

Em resumo

  • Lindbergh Farias acusa o mercado de manipular projeções da Selic após a vitória de Lula.
  • O deputado aponta que a expectativa de queda nos juros foi cancelada após o resultado eleitoral.
  • O parlamentar critica a autonomia do Banco Central e cobra uma postura de Gabriel Galípolo frente às pressões do setor financeiro.

Fonte: Brasil 247

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