Mobilização popular é o único caminho para evitar reféns do mercado no Lula 4, diz analista
O historiador Fernando Horta aponta que o quarto mandato de Lula exige presença constante das ruas e uma revisão profunda na política de juros para garantir o sucesso do governo.

Foto: Ato em comemoração à vitória do presidente Lula na eleição, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), em 26 de outubro de 2026. Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença
Em análise sobre os desafios do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o historiador Fernando Horta defendeu que a manutenção da mobilização popular é a única barreira capaz de impedir que o governo se torne refém do mercado financeiro. A avaliação foi feita durante o programa Bom Dia 247, nesta segunda-feira (2).
Segundo Horta, a vitória nas urnas foi garantida pela força dos movimentos sociais, estudantes e trabalhadores, e não por concessões ao setor financeiro ou ao agronegócio. O analista argumentou que a estratégia de conciliação com a Faria Lima, adotada em períodos anteriores, mostrou-se ineficaz, já que o mercado manteve uma postura de espera durante o processo eleitoral.
O historiador também criticou duramente a política de juros praticada pelo Banco Central. Para ele, a taxa Selic deve ser o centro do debate político, classificando o modelo atual como uma transferência de recursos de quem produz para o setor rentista. Horta elogiou as recentes provocações do economista André Lara Rezende sobre o tema, reforçando que o país precisa priorizar o desenvolvimento e a renda da população.
Olhando para o futuro, Horta destacou que a disputa de 2030 já começou e exige uma renovação na comunicação e na composição ministerial. O analista defende que o presidente Lula deve buscar nomes que tragam capital político próprio, fortalecendo o projeto desenvolvimentista para os próximos anos.
Em resumo
- A mobilização social deve ser contínua para evitar pressões do mercado financeiro.
- A política de juros altos é apontada como um entrave ao desenvolvimento nacional.
- O governo precisa de ministros com capital político próprio para preparar o cenário de 2030.
Fonte: Brasil 247

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